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Tesouro Direto registra vendas de mais de R$ 2 bilhões em maio

Nota à imprensa

Número de investidores cadastrados bate recorde
publicado: 25/06/2015 00h00 última modificação: 05/05/2016 16h59

Em maio, foram vendidos expressivos R$ 2.411,0 milhões em títulos, volume superior ao dobro do recorde obtido em março de 2015, quando o programa tinha vendido pouco mais de R$ 1 bilhão em títulos. 

Por outro lado, os resgates totalizaram R$ 2.988,9 milhões, sendo R$ 200,4 milhões relativos às recompras e R$ 2.788,4 milhões referentes a vencimentos. Os títulos mais demandados pelos investidores foram o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, cuja participação nas vendas atingiu 70,6%. Os títulos Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais corresponderam a 10,0% do total, enquanto o Tesouro Selic (LFT) ficou com 19,4%. 

O estoque, por sua vez, alcançou um montante de R$ 17,18 bilhões, registrando redução de 2,28% em relação ao mês anterior (R$ 17,58 bilhões), e aumento de 31,08% sobre maio de 2014 (R$ 13,11 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 60,4%. Na sequência, aparecem os títulos prefixados, com participação de 22,8% e, por fim, os títulos indexados à taxa Selic, com 16,9%. 

Os resultados do mês foram em parte influenciados pelo vencimento do título Tesouro IPCA+ 2015, ocorrido em 15 de maio. Esse título, ao final de abril, representava sozinho 11,7% do estoque do Tesouro Direto, sendo o segundo maior em termos de estoque investido no programa. 

Os títulos Tesouro IPCA+ começaram a ser ofertados em 11/08/2005, com vencimentos em 2015 e 2024. Esses papéis, que são ofertados exclusivamente para o Tesouro Direto, são especialmente vantajosos para os investidores que querem formar poupança para prazos maiores. O fato de não pagarem juros semestrais proporciona vantagens tributárias na medida em que estes fluxos de pagamento acabam sendo incorporados automaticamente ao valor investido, evitando cobranças intermediárias de imposto de renda e fazendo com que os juros contratados incidam sobre um volume maior de recursos. O resultado é maior rentabilidade líquida para o investidor. 

Como forma de ilustrar essa vantagem, o gráfico abaixo mostra um comparativo dos ganhos líquidos que seriam obtidos por um investidor, caso ele tivesse investido R$ 1000,00 no Tesouro IPCA+ 2015, no dia de seu lançamento (11/08/2005), ou em outras aplicações bem conhecidas no momento, como CDB, LCA/LCI1 e Poupança, mantendo suas aplicações até o dia de vencimento do título, em 15/05/2015. O título do Tesouro Direto pagava, na data mencionada, uma taxa de 8,73% ao ano mais a variação do IPCA, a qual, no período, foi em torno de 5,7% ao ano. Para o caso do CDB e da LCI/LCA, considerou-se que todos tinham como referência o CDI, pagando 100% da variação desse indicador.

Gráfico 1 – Valor Líquido Obtido em 15.05.2015 (R$)²

Assim, pode-se ver que a característica do Tesouro IPCA+ garantiu rentabilidade líquida superior inclusive à proporcionada por aplicações com isenção tributária. 

Outro recorde importante obtido no mês foi a quantidade de investidores que se cadastraram em um único mês no programa: 12.682 novos participantes. Com isso, o número total de investidores cadastrados ao fim do mês atingiu 508.458, o que representa aumento de 26,5% nos últimos doze meses. O número de investidores ativos, por sua vez, chegou a 153.655, uma variação de 40,6% nos últimos doze meses.

Por fim, cabe sempre destacar a utilização do programa por pequenos investidores, que pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5.000,00, que correspondeu a 54,6% do total. O valor médio por operação foi de R$ 28.128,41.

Para consultar o Balanço do Tesouro Direto em sua versão completa acesse http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-balanco-e-estatisticas.
 

1 Nesta comparação, foi utilizada uma suposta LCA/LC I emitida tal qual àquelas que são ofertadas atualm ente para os investidores, com prazos de 2 anos e passíveis de reinvestimento na data de vencimento pela mesma taxa de juros da data inicial da compra, para critérios meramente ilustrativos. 

2 A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Para saber a rentabilidade bruta atualmente oferecida pelos títulos do Tesouro Direto, acesse: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos.