Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2015 > Fevereiro > Dívida pública encerra 2014 dentro da meta do governo

General

Dívida pública encerra 2014 dentro da meta do governo

Todos os demais indicadores terminaram o ano dentro das bandas estabelecidas no PAF
publicado: 11/02/2015 17h20 última modificação: 14/06/2016 19h20

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) encerrou 2014 em R$ 2,295 trilhões, dentro da meta estabelecida no Plano Anual de Financiamento (PAF) -  entre R$ 2,170 trilhões e R$ 2,320 trilhões. Os demais indicadores de composição e vencimento também foram alcançados. 

De acordo com o Relatório Anual da DPF, divulgado nesta terça-feira (11/02) pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), os papéis corrigidos por taxa prefixada totalizaram 41,6% do estoque (banda fixada entre 40% e 44%). Os títulos indexados a índices de preços ficaram em 34,9% (33% e 37%) e os corrigidos por taxa flutuante e pelo câmbio representaram 18,7% (14% a 19%) e 4,9% (3% a 5%), respectivamente.

No que se refere à estrutura de vencimentos da dívida, o subsecretário da Dívidia Pública, Paulo Vale, destacou o aumento de 4,2 anos para 4,4 anos no prazo médio, o maior da série histórica. O percentual da dívida que vence em 12 meses ficou em 24% do estoque. 

A evolução da composição da DPF mostra que os títulos corrigidos por índices de preços somados aos prefixados totalizaram 76,5% do estoque da dívida em dezembro 2014, ante 10,3% em dezembro de 2002. No mesmo período, os papeis atrelados a moeda estrangeira mais os indexados a taxa Selic passaram de 89,7% para 23,5%. Na comparação com 2013, esses dois indicadores se mantiveram estáveis. 

O subsecretário destacou a importância da maior participação de prefixados e índices de preços na composição da dívida para reduzir o impacto da alta da taxa básica de juros. “Hoje, em termos de custo da dívida, o impacto de qualquer variação, seja no câmbio ou na taxa Selic, é muito mais suave”, observou.

Detentores – Paulo Valle explicou que não houve grandes alterações na distribuição dos detentores, exceto pelos não residentes, cuja participação na Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) aumentou de 16,% para 18,6% entre 2013 e 2014.

As instituições financeiras representaram a maior parte da base dos investidores (29,8%), seguidos dos fundos de investimentos (20,3%), dos não residentes (18,6%) e dos fundos de previdência (17,1%).

DPFMi – Em relação à dívida interna, Valle destacou a atuação do Tesouro Nacional no início de 2014. As incertezas geradas pela política monetária do Banco Central dos  Estados Unidos elevaram a volatilidade do mercado externo. Por isso, o Tesouro promoveu leilões extraordinários de compra e venda, permitindo a estabilização da demanda e das taxas dos títulos.  

Além disso, houve um aumento significativo do volume de emissões de NTN-F. As ofertas públicas desses títulos atingiram R$ 47,1 bilhões no ano, superando em quase 20% o valor de 2013. O terceiro ponto de destaque foi a redução da oferta de NTN-B e o aumento da frequência dos leilões de recompra desses títulos.

A ação, adotada também devido ao aumento da volatilidade causada pela incerteza quanto ao comportamento da política monetária americana, ajudou a reduzir as taxas de juros, que alcançaram 7% a.a. em fevereiro e recuaram para aproximadamente até 5,5% a.a, ao longo de 2014. 

Dívida Externa - Em 2014, o Tesouro Nacional fez três captações no mercado externo. Em março, emitiu o EURO 2021 (1 bilhão de euros); em julho, lançou o Global 2045 (benchmark), no valor de US$ 3,55 bilhões;  e, em setembro, emitiu US$ 1,05 bilhão em Global 2025. Além disso, no ano passdo, o Tesouro realizou resgates antecipados de títulos da dívida externa.

Paulo Valle enfatizou o resultado positivo da estratégia adotada pelo Tesouro Nacional desde 2006. Na ocasião, com o aumento do fluxo de dólares para Brasil e a consequente elevação das reservas internacionais, o governo anunciou o objetivo de fazer emissões qualitativas a fim de melhorar o perfil da dívida externa brasileira.

“Os novos títulos emitidos a partir de 2006 tiveram um custo mais baixo. Nós garantimos ao mercado benchmark de no mínimo US$ 2 bilhões para melhorar liquidez melhor no mercado secundário. Com isso, temos uma curva de juros líquida mais definida, além do programa de recompra”, enfatizou.

Por fim, ele apresentou a evolução do programa Tesouro Direto (TD). Em 2014, os montantes de vendas líquidas e brutas dos títulos do TD foram os maiores da história. Em dezembro, o programa alcançou a marca inédita de R$ 330,32 milhões em vendas líquidas num mês. O estoque atingiu R$ 15,288 bilhões e o número de investidores chegou a 454.126.