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Dívida Pública Federal soma R$ 2,603 trilhões em julho e fica abaixo dos novos limites do PAF

Tesouro afirma que não há necessidade de financiamento externo; programa Tesouro Direto tem segundo melhor mês da história
publicado: 24/08/2015 15h00 última modificação: 02/09/2015 19h55

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) somou R$ 2,603 trilhões em julho, de acordo com o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Tesouro Nacional. O volume ficou abaixo dos novos limites para a DPF definidos no Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2015 e anunciados hoje pelo Tesouro, que variam de R$ 2,65 trilhões a R$ 2,80 trilhões. Em junho, o estoque da DPF somou R$ 2,583 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) subiu 0,52%, passando de R$ 2,462 trilhões em junho para R$ 2,475 trilhões em julho, devido à apropriação positiva de juros no valor de R$ 29,54 bilhões, descontado o resgate líquido no valor de R$ 16,72 bilhões. A Dívida Pública Federal Externa (DPFe) avançou 6,14%, de R$ 121,28 bilhões para R$ 128,72 bilhões, variação que, segundo o Tesouro, resultou principalmente da desvalorização do real ante o dólar.

As emissões da DPF somaram R$ 51,24 bilhões e os resgates totalizaram R$ 71,06 bilhões. O resultado líquido, de R$ 19,82 bilhões, é composto de R$ 16,72 bilhões referentes à DPMFi e de R$ 3,10 bilhões à DPFe.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, José Franco, explicou que é natural que o volume de resgates líquidos seja elevado em julho, mês em que comumente há uma quantidade elevada de vencimentos.

O percentual da DPF que vence em até 12 meses aumentou de 21,19% em junho para 22,44% em julho, ficando dentro dos limites do PAF, que variam de 21% a 25%. O prazo médio da DPF passou de 4,58 para 4,63 anos entre junho e julho.

Quanto à composição dos detentores dos títulos públicos federais da DPMFi, a participação das instituições financeiras recuou de 26,51% em junho para 25,96% em julho, enquanto a de fundos de investimento subiu de 19,82% para 19,85% e a de não residentes cedeu de 20,04% para 19,56%.

“Todos os indicadores de composição estão dentro dos limites estabelecidos pelo PAF”, disse Franco. “Embora tenha havido uma redução na participação de estrangeiros, é importante ressaltar que, no acumulado do ano, a participação de não residentes vem crescendo de maneira gradual, porém contínua. Não tivemos, de fato, nenhum relato de saída de estrangeiros”.

Tesouro Direto – O Relatório Mensal da Dívida divulgado nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional apontou também que as emissões líquidas do programa Tesouro Direto somaram R$ 922,88 milhões em julho, o segundo maior volume da história. Houve um acréscimo de 15 mil cadastros no mês passado, elevando o total para 536.979, um aumento de 30,08% sobre julho do ano passado. “O Tesouro Direto é de fato um programa que está fazendo bastante sucesso”, disse Franco.