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Brasil passa por realinhamento e já conta com políticas monetária e cambial realistas, diz Levy

No 34º Enaex, no Rio, ministro defende ambiente fiscal estável e reformas do ICMS, PIS e Cofins, que podem estimular investimentos
publicado: 19/08/2015 15h00 última modificação: 02/09/2015 19h53

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quarta-feira (19) que a economia nacional está passando por um processo de rebalanceamento e de realinhamento de preços, com a adoção de políticas monetária e cambial “absolutamente realistas”. Com isso, apontou, a conta corrente brasileira está começando a se equilibrar e a balança comercial do país já começa a apresentar uma inflexão positiva.

“Nosso câmbio se ajustou e o governo fez o que deveria fazer, que é deixá-lo se ajustar”, disse o ministro, em discurso para o 34º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro. A China e os Estados Unidos também estão realinhando suas economias e o Brasil precisa fazer o mesmo, lembrou o ministro.

“Os preços são os principais sinalizadores de uma economia livre”, disse Levy. “Quando o preço se ajusta, vemos empresas mais competitivas”. O ministro apontou que essa recuperação já pode ser vista na bolsa, em alguns segmentos.

Ambiente fiscal - Levy também afirmou que a confiança fiscal é um fator fundamental para destravar investimentos e que é importante haver realismo nas despesas para que o trabalho do empresário não seja prejudicado. “Há enorme resistência das empresas em pagar impostos, elas ainda receiam o futuro”, disse Levy, acrescentando, contudo, que essa resistência é superável.

“A base para termos segurança para investir é a estabilidade fiscal e política. Vamos ter isso”, disse Levy. Ele afirmou que o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) nunca esteve em base tão sólida como agora e que houve ampliação da alavancagem do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para permitir o aumento do número de negócios.

Levy também defendeu que as reformas do ICMS e do PIS e da Cofins são necessárias para que a economia avance. “A tributação de ICMS no destino dá mais transparência e significa um ganho para o exportador”, disse Levy. Já a mudança do PIS e da Cofins, apontou, será horizontal e não privilegiará nenhum setor.

O ministro afirmou que a agenda do ajuste, que ele reiterou ser indispensável, tem espaço para o aspecto fiscal. “Temos de ter uma política fiscal que permita que os juros de longo prazo caiam”, afirmou.

“As condições do Brasil são realmente excelentes. É uma questão de se organizar e liberar as amarras da economia dentro de um quadro fiscal de mais confiança”, acrescentou.