Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2015 > Agosto > ​Economia se reequilibra e riscos diminuíram; ajuste fará Brasil caminhar, diz Levy

Notícias

​Economia se reequilibra e riscos diminuíram; ajuste fará Brasil caminhar, diz Levy

Em evento na Amcham, em São Paulo, ministro defende mudanças no ICMS e PIS/Cofins e diz que trabalho do BC já rende frutos
publicado: 14/08/2015 12h15 última modificação: 14/08/2015 16h37
Mário Miranda/divulgação Amcham

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse na manhã desta sexta-feira (14) que a economia brasileira está se reequilibrando e que os principais riscos do começo do ano, como os relacionados à Petrobras, o risco de apagão, o risco fiscal e o da perda do grau de investimento pelo país, retrocederam. “Eu diria que esses riscos foram grandemente reduzidos, se não foram completamente eliminados”, afirmou Levy.

O ministro participa, juntamente com o economista Delfim Netto, do evento “Encontro Amcham: O que fará o país crescer após os ajustes?”, na sede da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. Mais de mil empresários estão presentes.

Levy reiterou que a recessão começou em 2014 e não foi provocada pelo ajuste fiscal; o rearranjo fiscal, ao contrário, deve fazer a economia caminhar. Ele afirmou que a presidenta Dilma Rousseff apoia a agenda do ajuste. “A presidenta está convicta da necessidade dessa prioridade”, disse Levy, acrescentando que Dilma “teve a coragem de pôr em segundo lugar sua popularidade e em primeiro as coisas que o país precisa para continuar avançando”.

Levy também citou a recuperação do setor externo, lembrando que a agência de classificação de risco Moody’s destacou que a solidez externa do país foi fundamental para a manutenção do grau de investimento do Brasil.

Outro ponto abordado pelo ministro em seu discurso foi a questão tributária. “O fato de a nossa arrecadação depender muito de impostos indiretos impacta a inovação”, argumentou. “Imposto é uma das coisas mais importantes para a decisão de negócios.”

Levy disse que a mudança principal do ICMS que está sendo proposta é a cobrança do imposto no destino, e que a guerra fiscal "é uma corrida armamentista que leva para o fundo do poço". Já o PIS/Cofins, explicou ele, será um imposto para valor agregado e o objetivo da reforma desses dois tributos será a neutralidade na carga tributária.

O ministro falou também do trabalho do Banco Central no controle das expectativas de inflação. “As expectativas começam a convergir para a meta”, afirmou.