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Fazenda e Banco Mundial estudarão mecanismos para estimular o investimento privado em infraestrutura no Brasil

O entendimento foi concluído durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial na última semana
publicado: 24/04/2015 16h55 última modificação: 26/05/2015 16h49
Wilson Dias/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda convidou o Banco Mundial a participar do estudo e desenvolvimento de mecanismos para ampliar a participação de investidores nacionais e internacionais em financiamento de projetos de infraestrutura no Brasil. A experiência da participação do setor privado na oferta de infraestrutura no Brasil tem se mostrado exitosa e deverá se ampliar, contribuindo assim para o aumento da taxa de crescimento potencial da nossa economia, a diminuição das disparidades regionais, e a geração de emprego no país.

O entendimento com o Banco Mundial foi concluído durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial na última semana, ocasião em que Ministro Levy também participou de uma série de discussões com investidores internacionais sobre as oportunidades de investimento privado em infraestrutura no Brasil.

O Banco concordou em alocar 1,5 milhão de dólares para apoiar estudos e ações relacionados a novas formas de atrair o investimento privado para a infraestrutura, inclusive através do aprimoramento das debêntures de infraestrutura. O estoque debêntures incentivadas para a infraestrutura já ultrapassa 10 bilhões de reais, o que representa uma fração pequena perto das necessidades de financiamento do país, mas é muito significativo para essa incipiente classe de ativos ao redor do mundo.

Entre os objetivos do trabalho com o Banco Mundial estarão ações para ampliar o acesso ao mercado global das debêntures de infraestrutura e outros instrumentos em moeda local ou estrangeira que possibilitem aumentar o investimento no Brasil. Para tanto, deve-se analisar as melhores práticas internacionais e meios de diminuir os riscos dos projetos, inclusive os regulatórios, assim como desenhar instrumentos financeiros de forma a facilitar sua incorporação em carteiras dedicadas ou diversificadas.