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Governo faz superávit primário de R$ 75 bilhões em 2013

Resultado anunciado por Guido Mantega ficou R$ 2 bilhões acima da meta
publicado: 03/01/2014 14h05 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta sexta-feira (3/1) o resultado fiscal do Governo Central (União, Previdência Social e Banco Central) que foi um superávit primário de R$ 75 bilhões em 2013. O número ficou R$ 2 bilhões superior à meta de R$ 73 bilhões estipulada para o ano passado. “O governo cumpriu o seu compromisso com um superávit primário acima da meta”, comemorou o ministro. Os dados definitivos serão divulgados no final de janeiro.

Segundo Guido Mantega, o superávit primário de dezembro foi de aproximadamente R$ 14 bilhões. A esse valor se soma os R$ 60,8 bilhões de superávit acumulados até novembro. “Somando esses valores, vamos chegar próximo a R$ 75 bilhões de economia, o que representa 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB)”, completou.

Em sua explicação, Mantega afirmou que o resultado primário de 2013 foi possível devido ao aumento na arrecadação nos últimos meses, mesmo com as desonerações promovidas pelo governo. “Estamos colhendo os frutos das medidas que tomamos em 2012 e 2013 para estimular a economia”, comemorou.

O ministro também adiantou o resultado da arrecadação recorde de tributos pela Receita Federal em dezembro, que chegou a R$ 116 bilhões. “Esse aumento na arrecadação reflete a melhora da atividade econômica. Em dezembro, a arrecadação teve pouca participação do Refis (programa de refinanciamento de dívidas de empresas e instituições financeiras), que se concentrou em novembro”.

Na avaliação do ministro, a arrecadação nos próximos meses vai continuar em crescente, assim como o desempenho da economia que sentirá o reflexo da recuperação da economia internacional, principalmente a dos Estados Unidos e da Europa.

Para 2014, o chefe da Fazenda afirmou que o governo continuará em sua trajetória de solidez fiscal. “Estamos o tempo todo preocupados em reduzir as despesas e não deixar que elas aumentem acima do PIB. As despesas de custeio, por exemplo, são menores a cada ano. O que sobe são as despesas em saúde e educação, que consideramos investimentos”, frisou.

Em conversa com jornalistas, o ministro ressaltou que a decisão de antecipar o resultado fiscal ocorreu para abaixar a ansiedade do mercado. “Tinham análises pessimistas de que não iríamos cumprir a meta. Deixar essa expectativa negativa presente até o final de janeiro não é bom”, justificou.