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BRICS seguirão liderando o crescimento da economia global, diz Mantega

Em Davos, ministro da Fazenda destaca que países do grupo devem ajustar modelo de crescimento para vencer desafios
publicado: 23/01/2014 16h30 última modificação: 05/06/2017 16h32

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira (23/1), durante participação na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, que os países dos BRICS continuarão liderando o crescimento da economia global. Para alcançar isso, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul precisam investir em ajustes no modelo de crescimento econômico para vencer seus desafios.

“Não acredito que os BRICS estejam enfrentando uma crise de meia idade, pois nem chegamos à juventude”, afirmou Mantega. “O que há é uma crise dos países avançados que reduziu as taxas de crescimento dos países emergentes. Agora, é preciso fazer reformas para crescer mais e os BRICS estão liderando esse esforço”.

No caso do Brasil,segundo Mantega, após a consolidação de um amplo mercado de consumo doméstico e a incorporação de mais de 40 milhões de pessoas na classe média na última década, agora o vetor do crescimento econômico é o investimento. “Nos últimos dez anos, o investimento cresceu em média 6% ao ano e no último ano chegou a 6,5%. Estamos recuperando o tempo perdido”, destacou. Para Mantega, acabar com os gargalos de infraestrutura que afetam a cadeia produtiva é prioridade.

O ministro lembrou também que o programa de investimentos em concessões do governo federal, da ordem de US$ 250 bilhões e que abarca setores como petróleo e gás, portos e aeroportos, já está em curso e terá grande continuidade em 2014. A meta é acelerar a formação bruta de capital fixo para mais de 20% do PIB e reduzir custos de transporte.

Economia chinesa

Durante participação em seminário do Fórum Econômico Mundial sobre os BRICS que reuniu altas autoridades dos países do grupo, o ministro da Fazenda apresentou sua visão sobre o futuro da economia chinesa, destacando a importância de o país asiático ajustar seu modelo de crescimento.

“A China continuará sendo a economia que mais cresce no mundo, deve crescer 7%, 8% na próxima década, dando grande contribuição para o dinamismo da economia mundial”, destacou Mantega. “Acredito que a China fará mudanças na estratégia de crescimento que hoje depende muito de demanda externa e agora deve focar mais no incentivo à demanda doméstica”. No caso da Índia, o ministro da Fazenda disse que o país também deve crescer mais que as economias avançadas nos próximos anos, em torno de 6% ao ano.

Guido Mantega lembrou ainda que esta edição da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial começou sob a égide da melhoria do cenário internacional depois de cinco anos de crise. Agora, as economias avançadas estariam mostrando sinais de recuperação. “Nossos problemas não terminaram, mas há um caminho a ser trilhado para recuperar o dinamismo da economia mundial”, afirmou.

Direitos Humanos

Direitos humanos e desenvolvimento também foram temas abordados na discussão dos representantes dos BRICS sobre o futuro da economia mundial. Sobre essa agenda, Guido Mantega ressaltou que o governo brasileiro está avançando e trabalhando intensamente para garantir acesso aos direitos humanos e para reduzir, continuamente, a pobreza no país. “Na última década, o Brasil reduziu a pobreza extrema em 90%”, destacou, acrescentando que o fomento ao emprego e a redução da desigualdade acompanharam esse esforço.