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Nível de investimentos no Brasil será dinamizado por concessões este ano, diz ministro da Fazenda

Em reunião com empresários, na CNI, Guido Mantega reforça compromisso do governo com meta fiscal
publicado: 26/11/2013 15h35 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (26/11) que o nível dos investimentos no Brasil deverá crescer entre 5% e 6% em 2013, dinamizado pelas concessões na área de infraestrutura como de aeroportos, para exploração de petróleo na área de Libra e de rodovias. "É muito importante a viabilização destas concessões. Temos demanda importante. O Brasil tem projetos atraentes para apresentar para os investidores. Eles estão vindo e continuarão vindo para viabilizar este projeto de concessões”, disse Mantega após participar de reunião na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.

O ministro ressaltou que o governo está trabalhando arduamente para ter um bom resultado fiscal este ano. “Tivemos os gastos com a seca que exigiram R$ 5 bilhões. Outros R$ 10 bilhões foram gastos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Estes R$ 15 bilhões de gasto excepcional espero que não sejam necessários no ano que vem, com um melhor regime de chuvas", disse o ministro.

Ele enfatizou que o governo central se compromete a fazer R$ 73 bilhões de superávit primário, destacando os estudos que estão sendo conduzidos para revisar despesas como seguro-desemprego e abono salarial. “Deveremos ter resultado fiscal bastante razoável, dentro dos limites estabelecidos na proposta da LDO. Esse é o nosso compromisso e estamos perseguindo esta meta", ressaltou. 

Indústria

Durante conversa reservada com os empresários integrantes da CNI, relatou Mantega, foram discutidas as condições da economia brasileira em 2013 e as perspectivas para 2014. "A indústria terá um crescimento razoável este ano, melhor que o ano passado. Mas ainda deixa a desejar", alertou o ministro.

Os empresários pediram ao ministro que o BNDES tenha volume expressivo de recursos no ano que vem, com custos compatíveis aos investimentos necessários à melhoria da infraestrutura e para tornar a indústria mais competitiva. Segundo Mantega, o BNDES vai liberar R$ 190 bilhões este ano e R$ 150 bilhões em 2014, sem deixar de atender aos programas prioritários, principalmente o PSI (Programa de Sustentação do Investimento).

Até o final do ano haverá mais um aporte de R$ 24 bilhões ao agente financeiro, disse o ministro, e serão reduzidas linhas menos prioritárias, especialmente às destinadas aos estados e municípios. "A indústria é prioritária para o governo", garantiu o ministro. Hoje o BNDES tem R$ 120 bilhões de recursos próprios.

Perspectivas


Para 2014, o ministro disse esperar uma situação mais favorável com a arrecadação voltando aos níveis anteriores às desonerações que reduziram as receitas em R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões. “Se colocássemos os R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões no primário, faríamos um primário cheio. Em compensação, não teríamos dado os estímulos necessários ao setor produtivo para recuperar seu crescimento. Agora a arrecadação está se recuperando e em 2014 será mais fácil fazer um resultado primário do que este ano”, afirmou.

Sobre a inflação, Mantega afirmou que ela está sob controle e os índices estão bem comportados, lembrando que o IPCA-15 teve resultado de 0,57% abaixo do que o mercado esperava que era de 0,65%. “Deveremos terminar o ano com inflação muito semelhante ao do ano passado, abaixo da meta”, completou. 

Em relação às ações judiciais que envolvem as correções das cadernetas de poupança, e que podem ser julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) esta semana, o ministro disse que essa é uma questão antiga e está preocupando os bancos. No entanto, ele disse acreditar que haverá uma solução favorável, que não afete o setor financeiro e nem abale o crédito, acomodando todos os interesses.