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Fazenda e Tesouro americano promovem diálogo sobre infraestrutura no Brasil

Representantes dos dois órgãos reúnem-se com empresários para acompanhar nova agenda do país
publicado: 13/11/2013 13h45 última modificação: 26/05/2015 16h49

Com o objetivo de divulgar o programa de concessões de infraestrutura no Brasil, o Ministério da Fazenda e o Tesouro americano realizaram, nesta terça-feira (12), o seminário Oportunidades e Desafios de Investimentos de Infraestrutura no Brasil. O evento, que aconteceu em São Paulo, promoveu o diálogo entre os governos e empresas nacionais e internacionais potenciais investidoras do programa e mostrou os novos instrumentos financeiros de longo prazo que têm sido criados para esse tipo de investimento.

"O Brasil ultrapassou aquela agenda de curto prazo de estabilização macroeconômica. Com a estabilização da economia por um período prolongado, já há condições hoje para que o governo tenha uma agenda de desenvolvimento no mercado financeiro de médio e longo prazo", afirmou o secretário de Assuntos Internacionais da Fazenda, Carlos Cozendey.

Durante sua apresentação, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério, Pablo Fonseca, falou sobre o mercado de debêntures de infraestrutura e assinalou que levantamento da demanda do país nos próximos quatro anos feito pelo BNDES estima a necessidade de investimentos da ordem de R$ 133 bilhões por ano, de 2014 a 2017. “Isso mostra que temos necessidade de participação privada de investimentos. Hoje, nenhum país faz mais do que o Brasil em desenvolvimento, temos crescente participação de Estados e municípios, que prova nova evolução. Temos grande potencial”, garantiu.

O subsecretário da dívida pública, Paulo Valle, apresentou a evolução do mercado de títulos do Tesouro Nacional nos últimos dez anos e mostrou como o mercado brasileiro se estabeleceu com graus de liquidez, rentabilidade, participação diversificada de investidores. "Apesar da crise e da volatilidade, o Brasil tem se saído bem. Sempre buscamos trabalhar em conjunto com o mercado e temos, hoje, um dos mercados mais importantes entre os países em desenvolvimento", comentou.

Aproveitando a fala do subsecretário da dívida, Carlos Cozendey ressaltou que, depois do sucesso alcançado com o mercado de títulos públicos, o governo tem na agenda o desenvolvimento do mercado privado. "Procuramos criar um mercado com maior profundidade, maior liquidez, e com regularidade de emissões".

Leonardo Martinez-Diaz, subsecretário adjunto do Tesouro americano, agradeceu a iniciativa do ministério e ressaltou que, realmente, o setor público não consegue financiar todos os investimentos ligados à infraestrutura no Brasil, é necessário haver capital privado também. "O evento mostrou como investidores podem participar do mercado de infraestrutura aqui e queremos apoiar, ajudar a melhorar e fazer parte disso. O Brasil está bem, está crescendo", afirmou.

Segundo o secretário Cozendey, outros diálogos como este deverão acontecer em breve e serão de extrema relevância para o desenvolvimento dos programas privados de financiamento para áreas como portos, rodovias e ferrovias. "Essas áreas estão menos consolidadas, têm desafios novos, e a conversa com o mercado financeiro é muito importante para testarmos o que funciona e o que não funciona na implementação".