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Ministro vê aceleração da economia no 4º trimestre de 2012

Ao comentar a o PIB, Guido Mantega afirmou que o investimento já apresenta recuperação
publicado: 01/03/2013 11h45 última modificação: 26/05/2015 16h49

Ao comentar em entrevista coletiva o resultado da expansão do PIB de 2012 (0,9%), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os principais indicadores apontam para uma trajetória de aceleração gradual da economia brasileira este ano.

O ministro afirmou que 2012 foi um ano positivo para a população brasileira, mesmo com um cenário externo negativo em que países europeus e emergentes enfrentaram crise e recessão.

“Embora o resultado tenha ficado abaixo das expectativas, houve aceleração da atividade econômica ao longo do ano. A crise internacional não bateu à porta da família brasileira porque, em 2012, nós tivemos um excelente resultado de emprego”, disse.

Segundo Mantega, no ano passado foram criados 1,3 milhão de postos de trabalho e a massa salarial cresceu 6% ao ano. Também houve aumento real de renda da população em 4% e um crescimento do financiamento para habitação, com aumento de 35% ao longo de 2012. “Portanto, foi um ano de melhoria das condições de vida para a população brasileira”, disse o ministro.

 

GRADUAL E CONTÍNUA

Mantega defendeu que a economia brasileira apresenta aceleração “gradual e contínua” em 2013. “Há uma trajetória de aceleração que está se mantendo”, argumentou.

Para embasar essa avaliação, o ministro destacou que o investimento voltou a reagir no 4º trimestre de 2012. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que formação bruta de capital fixo, um dos componentes da demanda interna, apresentou crescimento de 0,5% após ter registrado quatro trimestres seguidos de queda.

“O investimento começa a se recuperar e a indústria também. Teremos uma aceleração maior ao longo de 2013”, destacou o ministro.

Como exemplo, o ministro apontou que a venda de caminhões já voltou a crescer e deverá contribuir para um investimento mais elevado em 2013.

Mantega explicou que em 2012 as vendas de caminhão haviam diminuído em função de um novo mecanismo para redução de poluição, que aumentou o custo do veículo em mais de 15%.

De acordo com o ministro, o crescimento do PIB no 4º trimestre se deveu sobretudo o crescimento do setor de serviços, que teve expansão de 1,1%.

 

MEDIDAS

As medidas tomadas pelo governo em 2011 e em 2012 começam a ter efeito, de acordo com o ministro. “Essas ações demoraram mais tempo para surtir efeito em função da crise internacional em 2012”, afirmou.

Como exemplos, ele citou a desoneração da folha de pagamentos e a queda da taxa de juros, além da redução da tarifa de energia para o setor de serviços, indústrias e famílias.

O chefe da Fazenda também argumentou que, por conta da desaceleração da economia global, o país teve mais dificuldades de exportar em 2012. Para 2013, o ministro vê um cenário internacional “mais benigno”, com mais mercados para que a indústria brasileira possa ampliar a exportação de manufaturados.

 

INVESTIMENTOS

O ministro previu maior investimento em 2013, que deverá ser impulsionado pelo pacote de concessões anunciado recentemente pelo governo.

“Por um lado, estamos aumento os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que é investimento direto do governo. No caso das concessões, estamos lançando um dos maiores programas que já houve no país”, disse.

Mantega citou ainda que diversos investimentos foram iniciados, como os aeroportos brasileiros, que estão sendo preparados para a Copa de 2014. Ele assegurou que o governo continuará a tomar medidas de desoneração e redução de impostos.

Por fim, o ministro lembrou que a taxa de investimento para 2013 está sendo estimada pelo mercado entre 6% e 8% de crescimento.