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Governo Central tem o terceiro melhor bimestre da série histórica

Em comparação com o primeiro bimestre de 2012, houve crescimento de R$ 3,2 bilhões nas despesas de investimento do Programa de Aceleração do Crescimento
publicado: 26/03/2013 16h50 última modificação: 26/05/2015 16h49

O Governo Central – que incluí o Tesouro, o Banco Central e a Previdência Social – apresentou nos meses de janeiro e fevereiro o terceiro melhor resultado primário da série histórica, iniciada em janeiro de 1997, e equivalente a R$ 19,8 bilhões. Em fevereiro de 2013, o resultado foi deficitário em R$ 6,4 bilhões, contra um superávit de R$ 26,2 bilhões em janeiro deste ano.

“Nós tivemos, na arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda (IR), um resultado atípico nos últimos dez dias de janeiro. Foram R$ 27,5 bilhões e a metade desse resultado foi repassada aos estados e municípios no dia 10 de fevereiro, o que causou um impacto no primário de fevereiro. Assim, o resultado positivo forte de janeiro se converteu num impacto negativo em fevereiro, num movimento não usual”, explicou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

O crescimento nominal da receita, em janeiro de 2013, foi de 15,06%, em relação ao mesmo mês do ano passado. Em fevereiro deste ano, em relação a fevereiro do ano passado, verificou-se uma queda de 7,69%. “Foi um movimento incomum, pois tivemos a receita no primeiro mês do ano, mas não a despesa correspondente, que foi colocada no período seguinte. Além disso, em janeiro a arrecadação foi mais alta do que o normal e, em fevereiro, atipicamente baixa”, defendeu o secretário do tesouro.

Para Arno Augustin, o resultado primário de março deve ser positivo, pois a economia está em aceleração. “Esse processo deve se refletir sobre as receitas ao longo do ano, fazendo com que se recupere”, declarou.

As despesas do Tesouro aumentaram em R$ 10,2 bilhões, 13,9%, em relação ao acumulado no mesmo período de 2012, com destaque para a variação de R$ 9,5 bilhões, ou 22,4%, nas despesas de custeio e capital e de R$ 701,1 milhões, ou 2,3% nos gastos com pessoal e encargos sociais. As despesas de pessoal tiveram, no entanto, um decréscimo de 0,3 p.p. no Produto Interno Bruto.

Em comparação com o primeiro bimestre de 2012, houve crescimento de R$ 3,2 bilhões nas despesas de investimento do Programa de Aceleração do Crescimento, ou 73,5% em relação ao ano passado; crescimento de R$ 1,7 bilhão, 18,5%, nos gastos do Ministério da Saúde; R$ 971,9 milhões, 26,5%, no Ministério do Desenvolvimento Social; e R$ 621,4 milhões, 17,8%, no Ministério da Educação.

“Isso significa que os investimentos estão crescendo e vão continuar a crescer neste ano e que o aumento do custeio se dá em áreas prioritárias, como a Saúde e a Educação. Cabe destacar que estamos investindo 25% da receita em Educação, ou seja, 7% a mais do que determina a Constituição”, ressaltou o secretário.