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Brasil e China fortalecem cooperação bilateral durante Cúpula dos BRICS

Memorando de entendimento entre Ministérios de Finanças e acordo bilateral de swap de moedas foram anunciados nesta terça-feira, em Durban
publicado: 26/03/2013 15h15 última modificação: 26/05/2015 16h49

Durante reunião de Ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos BRICS em Durban, África do Sul, nesta terça-feira (26), o ministro de Finanças da China, Lou Jiwei, e o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, assinaram Memorando de Entendimento entre as instituições sobre Cooperação Bilateral em Políticas Macroeconômicas, Fiscais e Financeiras.

O memorando de entendimento visa fortalecer a cooperação macroeconômica, fiscal, financeira, monetária e de supervisão, em âmbitos bilateral e multilateral, entre Brasil e China. Também pretende ampliar interesses econômicos comuns, impulsionando o desenvolvimento econômico e social de ambos os países, e promover um crescimento forte, sustentável e equilibrado da economia mundial.

“É uma espécie de guarda-chuva que implica em um relacionamento mais estreito com a China em diversas áreas”, afirmou Mantega. O ministro também ressaltou a importância de haver maior cooperação entre os dois países na área de investimentos em infraestrutura.

Representando um resultado importante da Subcomissão Econômico-Financeira do Comitê de Coordenação e Cooperação de Alto Nível China-Brasil, o documento irá contribuir para aprofundar a cooperação bilateral econômica, financeira e comercial e promover uma parceria estratégica global entre Brasil e China.

Ainda no âmbito da cooperação bilateral, o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China anunciaram a criação de um acordo bilateral de swap de moedas no valor de R$ 60 bilhões ou CNY 190 bilhões, válido por três anos e com possibilidade de prorrogação mediante acordo entre as duas partes. Essa linha pretende facilitar o comércio bilateral entre os dois países.

“É um mecanismo para ser aplicado em caso de agravamento do cenário financeiro global”, ressaltou o ministro da Fazenda. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, destacou que o montante acordado representa dez meses de exportações do Brasil para a China e oito meses de importações. Tombini afirmou ainda que esse acordo não afeta as reservas internacionais.

O estabelecimento desse acordo foi solicitado pelos líderes do Brasil e da China em sua declaração conjunta durante reunião na Rio +20, em  junho de 2012. O acordo sinaliza um maior nível de cooperação entre as duas autoridades monetárias e reflete a importância estratégica das relações econômicas bilaterais entre os dois países.