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Prazo médio da DPF atingiu 4,22 anos

Indicador é o melhor desde dezembro de 2005
publicado: 23/05/2013 16h55 última modificação: 26/05/2015 16h49

No mês de abril, a Dívida Pública Federal (DPF) manteve-se praticamente estável, com queda de 0,01%. Conforme anunciado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o montante, que inclui endividamentos interno e externo, fechou em R$ 1,94 trilhão.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, o resultado já era esperado, pois abril é um dos meses conhecidos como “cabeça de trimestre”, quando há uma grande concentração de vencimentos. “Tivemos vencimento expressivo de LFT em março, então já estava previsto um volume baixo de resgates em abril. A quantidade de emissões também está dentro do previsto”.

O resgate líquido da DPF atingiu R$ 16,14 bilhões, sendo R$ 15,61 bilhões referentes ao resgate líquido da Dívida Pública Monetária Federal interna (DPMFi) e R$ 0,53 bilhão ao resgate líquido da Dívida Pública Federal externa (DPFe).

As emissões de títulos de DPMFi somaram R$ 39,11 bilhões. O destaque ficou por conta dos títulos com remuneração prefixada, que representaram 69,68% das emissões, seguidos pelos papéis remunerados por índice de preços (15,34%) e depois pelos indexados a taxa flutuante (14,75%). O resgate total de DPMFi foi de R$ 54,72 bilhões, sendo os papéis prefixados responsáveis pela maior parte: 93,45% dos títulos.

A previsão, segundo o coordenador, é que até o final de dezembro o resultado da DPF esteja dentro da banda do Plano Anual de Financiamento (PAF). “Dado o cronograma de resgates e emissões, pode ser que entremos na meta só em dezembro, mas também pode ser que seja antes. Ainda é cedo para fazer qualquer estimativa”, comentou.

Composição da DPF

A parcela de títulos prefixados reduziu de 38,74% em março para 37,85% em abril. Houve aumento na participação de títulos corrigidos por índice de preços, que passaram de 36,20% para 36,75%, e por taxa flutuante, que subiram de 20,62% para 20,99%. As emissões em ofertas públicas no mês de abril foi a maior dos últimos 12 meses.

Apesar da ligeira queda de procura no último mês, Garrido garantiu que os papéis prefixados continuam sendo bastante demandados. “Não observamos nenhuma dificuldade nesse ponto, a venda de títulos ‘pre’ foi bastante significativa”, destacou.

O alongamento dos prazos médios da DPF continua tendo importância para o Tesouro. Em abril, o prazo atingiu 4,22 anos, o maior da série desde dezembro de 2005, quando começou o acompanhamento. Da mesma forma, o prazo para vida média passou de 6,72 anos em março para 6,80 em abril.

Tesouro Direto

As emissões do Tesouro Direto alcançaram R$ 229,64 milhões,enquanto os resgates somaram R$ 160,70 milhões, resultando em emissão líquida no valor de R$ 68,95 milhões. O programa reuniu 4.237 novos participantes, chegando a 346 mil investidores. “Estamos em um ritmo bom de crescimento de investidores e o estoque continua se elevando. Hoje nosso estoque total é de R$ 9,676 trilhões”, ressaltou Garrido, destacando que o programa não tem tido dificuldades na emissão de títulos.

Por outro lado, o volume total de investimentos de não residentes teve uma ligeira queda, passando de R$ 273 bilhões em março para R$ 269 bilhões no final de abril. “Não é a primeira vez que observamos queda no volume total. A tendência é aumento a médio e longo prazo nos títulos detidos por não residentes, mas, mês a mês, podemos observar um movimento na direção contrária”, esclareceu o coordenador.