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Governo aumenta taxa de retorno para ampliar a concorrência na concessão de rodovias

O ministro destacou que os investimentos podem ser feitos por bancos públicos e privados. 15 bilhões de reais do depósito compulsório estão liberados para investimentos
publicado: 08/05/2013 19h15 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, 8 de maio, que o governo federal decidiu fixar em 7,2% a Taxa de Retorno (TIR) de projetos de investimento para a concessão de rodovias. O anúncio foi feito logo após uma reunião com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada. Ao todo, serão nove lotes para 7,5 mil km de rodovias. A previsão é que os leilões comecem em setembro.

O ministro declarou que a taxa foi considerada atraente. “O presidente do Sindicato, Rodolpho Tourinho, manifestou sua satisfação e disse que representantes do setor consideram que a decisão garante melhores condições de financiamento”, disse. Guido Mantega destacou também que o índice permite um retorno para o investidor entre 16% e 20%.

“Quanto maior for a perspectiva de lucro do empreendimento, maior será a atração de investidores. E nós não queremos apenas garantir o investimento, mas proporcionar a concorrência. Nós temos um grande desafio pela frente, com o nosso programa de investimentos, que é um programa amplo, de meio trilhão de reais, para os próximos anos. É preciso que os investimentos tenham atratividade” explicou Guido Mantega.

As condições de financiamento são: até 25 anos, com uma taxa de juros de até 1,5% e prazo de carência de 5 anos, na modalidade project finance – um dos modelos que menos onera as empresas empreendedoras, já que elas aumentam a sua alavancagem. O governo decidiu ainda reduzir a taxa alavancada de financiamento, de 80% para 70% – a taxa determina o percentual da obra que será financiado com juros subsidiados.

O ministro destacou que os investimentos podem ser feitos por bancos públicos e instituições privadas, “que têm à sua disposição R$ 15 bilhões, do depósito compulsório, liberado para investimentos”, finalizou.