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Estoque da dívida fecha maio com queda de 0,26%

Tesouro apresenta novo mecanismo para aumentar transparência na gestão
publicado: 24/06/2013 14h55 última modificação: 26/05/2015 16h49

A Dívida Pública Federal (DPF) caiu 0,26% no mês de maio em comparação a abril, passando de R$ 1,940 trilhão para R$ 1,935 trilhão, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela Secretaria do Tesouro Nacional. O resgate líquido da DPF neste mês foi de R$ 27,24 bilhões, sendo R$ 27,84 bilhões referentes ao resgate líquido da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) e R$ 0,60 bilhão referente à emissão líquida da Dívida Pública Federal externa (DPFe).

O estoque do Tesouro Direto teve redução de 0,85%, fechando o mês em R$ 9,759 bilhões. Segundo Fernando Garrido, coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, o movimento foi observado devido ao vencimento de NTN-B, “que afetou o número de emissões e resgates”.

Perfil da dívida

Os títulos da DPF com remuneração prefixada subiram de 37,85% em abril para 39,16% em maio. A parte indexada a índice de preços reduziu de 36,75% para 34,62% e os papéis remunerados por taxa flutuante cresceram, fechando sua participação em maio a 21,45% contra 20,99% do mês anterior. A participação da DPMFi passou de 95,44% em abril para 95,11% em maio, enquanto a DPFe aumentou sua participação de 4,56% para 4,89%.

O prazo médio da dívida voltou a se ampliar em maio, passando de 4,22 anos para 4,3 anos, tornando-se o maior intervalo registrado desde o início da série histórica iniciada em 2005. A vida média, outro indicador de maturidade, também aumentou, passando de 6,8 anos para 6,92 anos. Prazos mais longos dos títulos permitem um melhor planejamento e administração da dívida pública.

O Tesouro Nacional passou a incluir, a partir desse mês, no Relatório Mensal da Dívida Pública Federal o custo médio das emissões em oferta pública DPMFi. De acordo com o coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Otavio Ladeira, a novidade fortalece e aumenta a transparência da gestão da DPF. “A estatística ajuda a capturar melhor o custo da DPF e os custos observados em um momento mais recente do mercado, facilita o acesso para o cidadão”, comentou.

Leilões extraordinários

Na última semana, o Tesouro Nacional realizou três leilões extraordinários de compra e venda de títulos com o objetivo principal de fornecer parâmetros de preço para o mercado. De acordo com Fernando Garrido, os leilões servem, ainda, para mostrar ao mercado que existe eventual porta de saída para os investidores que desejem se desfazer dos papéis. “Apesar de não ser objetivo do Tesouro, os leilões acabam gerando resultado financeiro positivo”, completou o coordenador.

Conforme explicou Garrido, o momento foi escolhido por apresentar uma alta volatilidade no mercado. “Temos observado uma elevação nas taxas de juros dos títulos e uma valorização do dólar. Para o investidor, isso representa um desafio em relação aos investimentos que ele já tem e uma oportunidade que pode se configurar para aplicações a taxas mais elevadas, inclusive no Brasil”, disse.

O coordenador comentou também que a demanda efetiva de venda de títulos para o Tesouro Nacional não tem sido significativa. O órgão tinha se disponibilizado a comprar até 18 milhões de títulos, enquanto o volume total de recompra foi de apenas dois milhões de papéis, o que somou R$ 2,775 bilhões. “O resultado demonstra que os investidores, de modo geral, estavam satisfeitos em continuar com esses títulos”, destacou.