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Contas públicas do governo estão sob controle, diz Mantega

Ministro afirma que poderá haver corte em despesas de custeio para cumprir meta
publicado: 26/06/2013 15h10 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira (26) que as contas públicas do país estão sob controle e que as metas fiscais estabelecidas para este ano serão cumpridas. O ministro destacou que o Brasil caminha para um resultado fiscal nominal positivo e sem déficit. “Agora está numa trajetória de queda, e nos próximos anos podemos ter um déficit nominal zero na economia brasileira”, ressaltou Mantega. Ele lembrou que essa meta já vinha sendo perseguida, mas teve que ser momentaneamente interrompida por causa da crise econômica de 2008.

Em audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação, de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de Fiscalização Financeira e Controle, e de Aviação e Transporte da Câmara dos Deputados, o ministro enfatizou que a solidez fiscal do país se confirma com o resultado primário positivo. Mantega lembrou que ontem foi anunciado o superávit primário acumulado este ano de R$ 33 bilhões.  

"As principais contas do governo estão sob controle, o que não quer dizer que nós não tenhamos que fazer ajustes permanentemente. Neste ano, vamos fazer redução de despesas de custeio para garantir que atingiremos a meta fiscal do setor público estabelecida para o ano, que é de 2,3% do PIB de superávit primário", afirmou o ministro, em sua fala de abertura na audiência, destacando o recente pacto firmado entre a presidenta da República, Dilma Rousseff, e os governadores para o cumprimento dessa meta.  

Guido Mantega informou dados que refletem o compromisso oficial com a manutenção do superávit primário, algo que já se mantém há vários anos. Ele informou, por exemplo, que a relação entre a dívida pública do país e o Produto Interno Bruto (PIB) está caindo. Destacou, ainda, que há dez anos essa relação estava em 60%, passando para 43% em 2008 e, em abril deste ano, chegou a 35%. "Temos um dos melhores superávits primários do mundo e isso pode ser confirmado pela redução da dívida líquida em relação ao PIB", afirmou o ministro.

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