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Superávit primário de junho soma R$ 1,3 bilhão

Resultado é considerado positivo para o mês, diz secretário do Tesouro
publicado: 26/07/2013 16h35 última modificação: 26/05/2015 16h49

O Governo Central (que reúne o Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) acumulou um superávit primário (que significa a economia de recursos nas contas públicas para pagamento de juros da dívida pública) de R$ 34,4 bilhões de janeiro a junho deste ano. Apenas no mês de junho, o esforço fiscal do Governo Central foi de quase R$ 1,3 bilhão.

Os dados fazem parte do relatório mensal apresentado nesta sexta-feira (26) pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. “Tivemos superávit primário de R$ 1,3 bilhão, o que consideramos um bom resultado para o mês de junho”, disse Augustin. Em maio, o superávit primário havia sido de R$ 6 bilhões.

De acordo com o secretário, o resultado fiscal menos forte em junho reflete o aumento com despesas de custeio, especialmente nas áreas de educação e assistência social. “Esses tipo de gasto com custeio tem um efeito econômico muito positivo. Por exemplo, gasto em educação significa uma diminuição de custos, aumento de eficiência e maior produtividade do país”, afirmou o secretário.

Ele acrescentou também que há um efeito de sazonalidade, pois maio é tradicionalmente um mês de superávit mais alto, enquanto junho costuma ser, na comparação, um mês de resultado menos forte.

No mesmo período acumulado do ano passado, o resultado primário positivo havia ficado em patamar superior, de R$ 48 bilhões. Embora o esforço fiscal acumulado no primeiro semestre de 2013 seja inferior ao do ano passado, o secretário enfatizou que os R$ 34,4 bilhões representam 74,7% da meta de superávit primário esperado para o segundo quadrimestre do ano que se encerrará em agosto. “Apresentamos uma trajetória favorável em termos fiscais”, afirmou o secretário.

INVESTIMENTO

O secretário Arno Augustin reafirmou que o governo não fez cortes em investimentos, ao comentar o anúncio de contingenciamento feito pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, na última segunda-feira (22).

“Não contingenciamos investimentos nem o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Vamos continuar com essa política”, resumiu. Segundo o relatório das contas públicas do Governo Central, os investimentos feitos no PAC subiram 7%, considerando o período de janeiro a junho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 21,2 bilhões para R$ 22,7 bilhões.