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Estoque da Dívida Pública sobe em junho e conta com mais títulos prefixados

Aumento do endividamento público foi de 2,6% em junho frente a maio
publicado: 24/07/2013 15h00 última modificação: 26/05/2015 16h49

Com mais títulos públicos prefixados em sua composição, a Dívida Pública Federal (DPF) subiu 2,6% em junho em relação ao mês anterior, passando de R$ 1,935 trilhão para R$ 1,985 trilhão, informou nesta quarta-feira (24) a Secretaria do Tesouro Nacional. O valor total é soma da Dívida Pública Mobiliária Interna (DPFi) e da Dívida Pública Federal externa (DPFe).

A participação dos papéis com remuneração prefixada, cuja rentabilidade é definida no momento da negociação dos títulos, na composição da DPF subiu de 39,16% para 40,01% de maio para junho. Foi o maior percentual desde o início da série histórica.
De acordo com o Relatório da Dívida Pública, o perfil de prefixados na dívida interna (DPFi) subiu de 40,4% para 41,2%, sendo também o melhor resultado da série. A existência de mais títulos desse tipo facilita a administração da dívida já que o Tesouro sabe previamente os valores devidos aos investidores. Também os detentores dos papéis conhecem exatamente o valor que irão receber se ficarem com o título até a data de seu vencimento.

Para o coordenador-geral de operações da Dívida Pública Federal, Fernando Garrido, a maior procura por esses papéis se deu pelas alterações ocorridas recentemente no cenário econômico nacional. “O fim do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) trouxe um novo fluxo de compras de títulos públicos pelos investidores não residentes, que se interessaram mais pelos prefixados, que ajudam a melhorar a composição da DPF. Além disso, o aumento dos juros também influenciou essas decisões”, explicou o técnico.

Em junho, as emissões da DPF alcançaram R$ 61,47 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 29,73 bilhões, resultando em uma dívida líquida de R$ 31,74 bilhões. As emissões líquidas da DPMFi corresponderam a R$ 39 bilhões e da DPFe, a R$ 7,29 bilhões.

O estoque do Tesouro Direto teve aumento de 2,15% em relação a maio, alcançando R$ 9,9 bilhões. Os títulos mais procurados pelos investidores foram os indexados à inflação, que representam 43% do total.

Leilões extraordinários

No mês junho, o Tesouro Nacional realizou leilões extraordinários de compra e venda de títulos públicos em função da volatilidade observada nos mercados internacionais e da incerteza da política monetária norte-americana. Segundo Garrido, a demanda por compra de títulos foi alta e os detentores não tiveram interesse em vender os papéis. Além disso, as taxas de comercialização dos papéis apresentaram queda.

Para o técnico do Tesouro, os leilões foram positivos. “O resultado mostra que o período de maior volatilidade do mercado de títulos já ficou para traz. O objetivo dos leilões foi estabilizar o mercado e conseguimos taxas na casa dos 10%. Reduzimos o custo médio de emissão”, afirmou Garrido.

Emissões e cancelamentos

As emissões líquidas diretas de títulos da dívida interna somaram R$ 23,10 bilhões, sendo R$ 15 bilhões destinados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 8 bilhões à Caixa Econômica Federal. Os repasses foram as primeiras colocações diretas feitas pelo Tesouro Nacional neste ano e são destinados a aumentar o capital das instituições. As emissões foram feitas com base na Medida Provisória 618 e na Lei nº 12.833/2013.