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Dívida Pública Federal tem redução de prefixados em janeiro

Tesouro Nacional explica que vencimentos estavam previstos e serão compensados por emissões liquidas ao longo do ano
publicado: 25/02/2013 10h30 última modificação: 26/05/2015 16h49

O resgate líquido da dívida pública federal alcançou R$ 98,18 bilhões no mês de janeiro, informou hoje (25) a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Foram R$ 123,75 bilhões em resgates e R$ 25,58 bilhões em emissões. Do resultado líquido total, R$ 96,10 bilhões são referentes ao resgate da Dívida Pública Mobiliária Federal interna - DPMFi - e R$ 2,07 bilhões ao resgate da Dívida Pública Federal externa - DPFe.

O coordenador-geral de operações da dívida pública, Fernando Garrido, explicou que o mês de janeiro é marcado pelo vencimento forte de títulos prefixados – LTNs e NTNFs – e, por isso, o resgate no período ficou maior do que nos meses anteriores. “Essa previsão de resgate líquido no mês de janeiro já fazia parte dos planos do Tesouro Nacional e deve ser compensado por emissões liquidas em vários outros meses do ano”.

Garrido esclareceu ainda que em sua estratégia de emissão de títulos, o Tesouro “prevê a reoferta de determinados títulos para que tenham volume maior e melhor negociação no mercado secundário, então isso cria algumas concentrações de vencimentos, principalmente de títulos prefixados, na chamada ‘cabeça de trimestre’ – janeiro, abril, julho e outubro” e, por isso, a participação de títulos prefixados tendem a cair nesse período para se recuperar ao longo dos outros meses em que não há esses vencimentos.

 

Composição

O percentual de títulos prefixados caiu de 40% em dezembro para 36,67% em janeiro, enquanto a parcela de títulos referentes ao índice de preços teve expansão, chegando a 35,98%, e os remunerados por taxa flutuante também tiveram participação ampliada, fechando janeiro em 22,92%. “Também esperamos, a partir de fevereiro, ver uma reversão disso, com um aumento da participação dos títulos prefixados”, destacou Garrido.

O coordenador avaliou ainda que houve uma queda expressiva no volume total detido pelas instituições financeiras, que passaram de R$ 576,80 bilhões no mês de dezembro para R$ 490,78 bilhões em janeiro. Os Fundos de Investimento também reduziram seu estoque, fechando janeiro em R$ 463,84 bilhões contra R$ 472,49 bilhões do mês anterior; no entanto, sua participação relativa subiu de 24,65% para 25,24%.

 

Tesouro Direto

O volume de emissões de títulos no Tesouro Direto foi o maior registrado desde 2002, quando começou o programa. As vendas de títulos atingiram R$ 630,60 milhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 1.027,94 milhões, resultando em um resgate líquido de R$ 397,34 milhões. Os títulos remunerados por índice de preços foram os mais procurados pelos investidores, respondendo por 58,66% do total.

A exemplo do resultado total da dívida, o Tesouro Direto também teve vencimentos expressivos de papeis prefixados no mês de janeiro, com resgates de R$ 885,52 milhões. “É normal que os vencimentos ocorram e os investidores demorem algum tempo para fazer essa reaplicação em suas carteiras. Até o final do próximo mês deveremos voltar a observar emissões líquidas também no Tesouro Direto”, pontuou Garrido.

 

Mercado internacional

Fernando Garrido terminou a apresentação informando que o Tesouro Nacional continua a avaliar as condições do mercado para saber o melhor momento para uma emissão externa. “O mercado internacional tem oscilado bastante nas ultimas semanas, mas o desempenho dos títulos brasileiros tem sido bastante satisfatório”, concluiu.

 

Veja aqui a íntegra do relatório publicado na página do Tesouro Nacional.