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Crescimento do crédito dará impulso à economia

Segundo o ministro, os bancos estão otimistas e deverão liberar mais crédito em 2013
publicado: 05/02/2013 14h00 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que os bancos do país estão dispostos a liberar mais crédito em 2013. A declaração foi dada poucas horas após uma reunião com bancos privados e públicos para discutir a situação do crédito em 2013.

“Os bancos estão dispostos a emprestar mais, portanto estão otimistas com a situação da economia”, afirmou o ministro.

O ministro avaliou que o crédito avançou no ano passado, mas esse crescimento foi insuficiente para estimular o crescimento da economia. “Nós analisamos que no final de 2012 houve uma pequena melhoria, um aumento de crédito para pessoa física e pessoa jurídica. Ao mesmo tempo, houve uma diminuição da inadimplência”, declarou.

De acordo com Mantega, o crédito foi um fator que ajudou a economia brasileira no ano passado. No entanto, segundo ele, os bancos deveriam ter feito uma expansão maior do crédito em 2012.

“Eles deveriam ter emprestado pelo menos 12%, 14% ao ano. Ficou muito aquém”, afirmou. “Para este ano, os grandes bancos estão falando de 15% a 17% de expansão. Isso vai dar um impulso à economia, que está precisando de um pouco mais de crédito”, acrescentou em seguida.

O ministro disse ainda que os bancos públicos vão manter a trajetória de aumentar o crédito.

 

GASOLINA

Mantega disse que a tendência é que o governo acompanhe mais a evolução dos preços do petróleo. Para o ministro, o preço da gasolina tem que ter uma correlação com o preço do barril de petróleo internacional, pois é o preço que a Petrobras paga quando importa derivados.

“Nós acabamos de dar um aumento de gasolina, portanto não me parece oportuno falarmos de um novo aumento”, disse.

O ministro afirmou ainda que a gasolina subiu bastante nos últimos anos para a Petrobras, mas não para o consumidor, pois o governo usou a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para neutralizar esse aumento.

“O preço da gasolina para o consumidor, nos últimos cinco anos, cresceu menos do que a inflação”, ponderou o ministro.