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Superávit do Governo Central soma recorde de R$ 28,8 bilhões em novembro

Acumulado do ano supera resultado de 2012 em R$ 2,2 bilhões
publicado: 27/12/2013 15h35 última modificação: 26/05/2015 16h49

Em novembro, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) registrou superávit primário recorde de R$ 28,8 bilhões, o maior resultado mensal da série histórica iniciada em 1997. O saldo positivo foi muito superior aos R$ 5,6 bilhões apurados em outubro. Com isso, o acumulado do ano já supera o desempenho verificado até novembro de 2012 em R$ 2,2 bilhões. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, 27, pelo Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. O superávit primário é a diferença positiva entre despesas e receitas do setor público federal, excluídos os gastos com os juros da dívida pública.

O crescimento no superávit de novembro foi obtido pela receita de R$ 20,4 bilhões referente ao parcelamento de débitos (Refis) e pelo Bônus de Assinatura de Contrato de Concessão, da ordem de R$ 15 bilhões, de petróleo e gás (Campo de Libra). No período, o Tesouro Nacional teve saldo positivo de R$ 34,2 bilhões, enquanto a Previdência (RGPs) acumulou déficit de R$ 5 bilhões e o Banco Central foi deficitário em R$ 346 milhões.

O resultado primário do Governo Central até novembro já alcança R$ 60,8 bilhões, equivalentes a 83,2% da meta fiscal de 2013 fixada em R$ 73 bilhões. “Esse desempenho significará a consolidação, a médio prazo, de uma situação fiscal bem melhor, que vai permitir ao Brasil, a continuidade de investimentos importantes em infraestrutura já a partir de 2014”, disse Arno Augustin. “Em dezembro, nossa expectativa é que a meta fiscal possa ser cumprida. Todos os números que temos mostram o cumprimento da meta de 2013”, completou.

As despesas do Governo Central tiveram redução de R$ 2,5 bilhões de outubro para novembro, com redução de R$ 5,3 bilhões nos gastos do Tesouro e acréscimo de R$ 2,5 bilhões nas despesas da Previdência.

Investimento

Em novembro, as despesas do Tesouro Nacional somaram R$ 48 bilhões com decréscimo de 9,9% sobre outubro. O resultado decorreu basicamente da redução de R$ 7,8 bilhões (20,7%) nos gastos de custeio e capital. O investimento total do governo federal cresceu 6,4% até novembro, atingindo R$ 58,4 bilhões. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) recebeu R$ 40,2 bilhões neste período, com alta de 12,8% em relação ao período de janeiro a novembro de 2012.