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PIB brasileiro continuará em trajetória de crescimento em 2014, diz Holland

Com as concessões em infraestrutura, crescimento econômico será puxado pelos investimentos
publicado: 13/12/2013 10h50 última modificação: 26/05/2015 16h49

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, disse na noite da última quinta-feira (12/12), em Foz do Iguaçu (PR), que, diante das perspectivas positivas do cenário internacional, a economia brasileira em 2014 continuará com sua trajetória de recuperação e crescimento.

Durante o 41º Encontro Nacional de Economia, ao abordar as perspectivas para o próximo ano, Marcio Holland enfatizou que a economia já conta com incentivos suficientes para manter a desempenho positivo. "Com isso, visualizamos que já é possível a retirada dos incentivos concedidos e, assim, poderemos recompor o superávit primário no próximo ano".

Em sua apresentação sobre as "Perspectivas da Economia Brasileira e do Cenário Internacional nos Próximos Dez Anos", Holland reforçou é preciso interpretar melhor a dimensão e os efeitos da crise internacional que se iniciou em 2008, nos EUA, e se expandiu para a União Europeia, em 2011.

Segundo o secretário, mesmo diante de uma das mais severas crises do capitalismo moderno, o Brasil conseguiu chegar ao pós-crise em uma situação melhor que a anterior. Isso ocorreu principalmente porque, ao lado de politicas anticíclicas adotadas para suavizar os efeitos da crise, o governo implantou medidas para melhorar a capacidade competitiva e produtiva para o médio prazo.

Na avaliação do secretário, a escolha de políticas anticíclicas na dosagem certa deixou o Brasil ainda mais atraente e em uma melhor situação econômica. "Nós não deixamos de fazer politicas anticíclicas, pois achamos que elas são as mais recomendadas para períodos de crise".

Ele citou que, em 2012, o Brasil foi o terceiro país que mais recebeu investimentos diretos externos. Em 2008, ocupava a oitava posição. "Esse volume tende a crescer ainda mais com o programa de concessões em infraestrutura, que, com os leiloes realizados esse ano, mostrou-se extremamente atraente".

O 41º encontro de economia é promovido pela Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC). Desde 2010, a Fazenda participa do evento, no qual possui uma sessão especial para promover debates sobre perspectivas da economia do país.

Prêmio de Economia

Durante a sessão especial, houve a premiação dos vencedores da segunda edição do Prêmio Ministério da Fazenda de Economia. O concurso premiou as melhores pesquisas nas áreas de Macroeconomia, Economia Monetária e Financeira; Economia do Setor Público; Crescimento, Desenvolvimento Econômico e Instituições; e Economia Internacional.

Autor de um dos trabalhos vencedores, Leonardo Andrade Rocha disse que prêmio como esse é uma iniciativa importante para estimular pesquisa na fronteira, premiando os esforços dos autores. Para ele, as pesquisas realizadas ainda servem de parâmetros para o governo na adoção de políticas.

"Nosso trabalho, por exemplo, enfatiza a necessidade de se articular educação com politica industrial, algo que esse governo começou prestar atenção. Apontamos as áreas que mais precisam de esforços e de politicas direcionadas", comentou o professor premiado José Maria Ferreira.

Os primeiros colocados em cada área de pesquisa receberam R$ 4 mil; os segundos, R$ 2 mil. Todos os trabalhos terão seus trabalhos publicados no site do Ministério, na série Estudos Econômicos.

O concurso teve como objetivo divulgar novas ideias, estimular a produção científica e proporcionar ambiente de discussão em diversos campos do conhecimento econômico. Ele foi uma parceria entre o Ministério da Fazenda e a Anpec.

Veja lista com os vencedores do 2º Prêmio de Economia:

Área 4 - Macroeconomia, Economia Monetária e Finanças

1º Lugar: Expectativas de Inflação e Rigidez de Informação no Brasil
Autores: Sarah Bretones de Paula e Marcio Issao Nakane

2º Lugar: Relações Não Lineares na Curva de Phillips: uma Abordagem Semi-Paramétrica
Autores: Tiago Santana Tristão e Hudson da S. Torrent

Área 5 - Economia do Setor Público

1º Lugar: Tributação sobre a Oferta de Trabalho: Alíquotas Efetivas a partir de um Modelo de Microssimulação
Autores: Pollyana Jucá Santana, Rozane Bezerra de Siqueira e José Ricardo Nogueira

2º Lugar: Autonomia de Gastos e Qualidade da Saúde nos Municípios Brasileiros
Autores: Fabiana Rocha, Marislei Nishijima e Veronica Orellano

Área 6 - Crescimento, Desenvolvimento Econômico e Instituições

1º Lugar: Crescimento Econômico e a Interação entre Capital Humano e Grau de Desenvolvimento Tecnológico dos Países
Autores: Leonardo Andrade Rocha, Maria Ester Dal-Poz e José Maria Ferreira Jardim da Silveira

2º Lugar: Efeitos Macroeconômicos da Recomposição dos Investimentos Públicos no Brasil
Autores: Arley Rodrigues Bezerra, Ricardo A. de Castro Pereira e Francisco de Assis Oliveira Campos

Área 7 - Economia Internacional

1º Lugar: Exchange Rate Dynamics with Heterogeneous Expectations
Autores: Carlos Eduardo Drummond e Gilberto Tadeu Lima

2º Lugar: Na Extended Structural Economic Dynamics Approach to Balance-of-Payments-Constrained Growth: Level of the Real Exchange Rate and Endogeneous Elasticities
Autores: Ricardo Azevedo Araujo, Fabricio Missio e Frederico G. Jayme Jr.