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Mantega anuncia prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento para 2014

Taxas das linhas de financiamento passarão por reajustes, mas continuarão atraentes
publicado: 11/12/2013 13h10 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (11/12) a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) em 2014 para manter a evolução dos investimentos no país. “As taxas passarão por um reajuste, ligeiramente diferentes das que estão sendo praticadas, mas ainda continuarão bastante atraentes”, afirmou o ministro.

Segundo explicou Mantega, a taxa da linha do PSI para bens de capital vai passar de 4% a.a. para 6% a.a. Já a taxa da linha de financiamento à exportação sai de 5,5% a.a para 8% a.a. e a de incentivo à inovação, de 3,5% a.a. para 4% a.a. “Essas são as principais mudanças no PSI. Como a Selic subiu, a gente teve de acompanhar”, comentou o ministro ao chegar no Ministério após participar do Encontro Nacional da Indústria (ENAI), realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Guido Mantega ainda informou que a arrecadação em novembro ultrapassou os R$ 110 bilhões, o que vai melhorar o resultado fiscal no final do ano. “A arrecadação está subindo no Brasil e isso permite um desempenho fiscal melhor. A arrecadação em outubro chegou a R$100 bilhões e em novembro vai passar dos R$ 110 bilhões”, comemorou.

Estados e municípios


O ministro voltou a afirmar que, atualmente, não é oportuna a aprovação do projeto de lei complementar que altera o indexador utilizado na correção das dívidas de Estados e municípios. “Gostaríamos que isso fosse prorrogado, deixado para outro momento, pois agora não podemos deixar dúvidas de que governo, Estados e municípios estão perseguindo um resultado primário maior”, disse. 

Mantega deixou claro que não tomará nenhuma medida que coloque em risco a execução do superávit primário. “Portanto, nós não apoiaremos a aprovação desse projeto. O governo federal vai fazer a sua parte, mas Estados e municípios também terão de fazer”, ressaltou.

 Fed

A jornalistas, Mantega avaliou o impacto de uma possível retirada dos estímulos à economia dos Estados Unidos pelo Banco Central Americano, o Federal Reserve (Fed), ainda este mês. “Vamos saber se o Fed vai retirar os incentivos nos próximos dias 17 e 18, quando sair o relatório. Existe a possibilidade, mas estamos bem preparados para isso e não acredito que haverá grande turbulência”, analisou.

Para o ministro, boa parte da turbulência causada pela retirada desses estímulos foi antecipada e o mercado já se apropriou do aumento das taxas. “Vamos aguardar porque ainda não é certa essa retirada agora, por que o Fed vem mudando um pouco de posição com relação a isso. Assim, é possível também que essa retirada passe para o próximo ano”, projetou o chefe da Fazenda.

Investimento

Mais cedo, ao participar do ENAI 2013, o ministro disse que a recuperação econômica do país vai prosseguir em 2014, sustentada por forte expansão do investimento. "Podemos estar no limiar de um forte crescimento da economia com o impulso dos investimentos", completou o ministro. "A situação patrimonial das empresas também está melhorando refletindo-se favoravelmente na arrecadação", acrescentou.

Mantega afirmou que em 2013 a formação bruta de capital fixo já cresceu 6,5% impulsionada pelos investimentos públicos (PAC)  e privados por meio do PSI (desembolso de R$ 80 bilhões em 2013 a compra de bens de capital). No caso das máquinas e implementos agrícolas as vendas aumentaram 19,9% de janeiro a novembro.  As concessões de ferrovias e portos darão novo impulso aos investimentos em 2014, previu o ministro. "Será um grande programa que vai diminuir custo, reduzir gargalos, aumentar a produtividade, melhorando os serviços e facilitando a vida de todos", disse.