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Situação do País é confortável para enfrentar nervosismo no câmbio

Brasil não perdeu dólares de suas reservas, diz ministro
publicado: 26/08/2013 19h10 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (26) que o Brasil está numa situação confortável para enfrentar a atual turbulência no mercado cambial. Ele destacou que o Brasil tem hoje um nível alto de reservas (US$ 370 bilhões) e não está vivendo saída de capitais do mercado à vista, como em outros países. “Na soma dos países emergentes, já houve uma redução de reservas da ordem de US$ 150 bilhões e aqui não saiu um dólar das nossas reservas, mesmo porque há outra característica: lá fora falta dólar no mercado à vista e aqui esse mercado está líquido. Ocorre a desvalorização do real no mercado futuro, no mercado de derivativos”, explicou o ministro após participar de almoço com representantes do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) em São Paulo.

Durante a apresentação inicial, o ministro ressaltou que “é difícil falar hoje sobre economia brasileira sem falar sobre economia internacional”, já que desde 2008 o mundo vive as consequências de uma crise econômica. “Embora a meu ver essa crise esteja cada vez mais próxima do final", completou. Ele apresentou dados econômicos que mostram que o mundo todo está crescendo menos do que deveria, mas que o Brasil está entre aqueles que estão apresentando um pouco de crescimento. “Não há dúvida de que estamos crescendo, apesar das dificuldades, e mais até do que alguns parceiros”, ressaltou.

Recuperação

A expectativa, frisou Mantega, é de melhoria nesse cenário, especialmente para 2014, já que alguns países europeus, embora tenham registrado queda no Produto Interno Bruto (PIB) por seis trimestres consecutivos, agora estão mostrando recuperação como mostram dados positivos do segundo trimestre. “Isso pode ser uma sinalização boa. Talvez, para os europeus, nós estejamos vendo uma luz no final do túnel", disse o ministro, acrescentando que isso deve ajudar a estimular o comércio internacional.

Sobre a melhoria da economia americana, o ministro destacou que isso pode ser uma “faca de dois gumes nesse momento", pois a recuperação do consumo nos Estados Unidos é boa para a economia mundial porque é um irradiador de crescimento, mas as mudanças previstas com o anúncio do fim dos estímulos econômicos causa turbulência no curto prazo, o que atrapalha todo mundo.

O ministro afirmou ainda que o governo está atento à evolução dos índices de inflação para que ela se mantenha sob controle. “É claro que ela (inflação) tem flutuações, mas não tem ultrapassado os limites do programa de metas e não permitiremos que haja grandes repasses ou contágio dessa questão do câmbio”, disse.