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Movimento no câmbio reflete ajuste nos rendimentos de títulos americanos, diz Mantega

Incertezas sobre mudanças no FED também influenciam mercado cambial
publicado: 20/08/2013 15h50 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira (19) que a situação no Brasil está sob controle e que as autoridades monetárias estão atentas aos movimentos nos mercados de câmbio e juros, apesar do aumento do estresse nos últimos dias. “A situação está sob controle e temos US$ 370 bilhões em reserva para sustentar algum problema maior”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas antes de participar da cerimônia de premiação Valor 1000, em São Paulo.

Ele explicou que a pressão sobre a taxa de câmbio registrada nos últimos dias reflete, em parte, um ajuste de posição de rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos. Por outro lado, acrescentou o ministro, há também alguns componentes especulativos em razão da expectativa em torno da mudança no comando do FED (banco central americano) e o quanto isso poderá influenciar o processo de redução dos estímulos à economia norte-americana, como já foi sinalizado. “Tem um pouco de especulação e tem um pouco de mudança de posição do rendimento dos títulos do Tesouro americano”, comentou Mantega.

Ao frisar que no Brasil “o câmbio é flutuante para os dois lados”, ou seja, flutua tanto para o lado da desvalorização quanto para o lado da valorização, o ministro ressaltou que o Banco Central e o Tesouro Nacional estão dando liquidez de câmbio e de juros aos agentes de mercado. “Os demais mercados no Brasil estão tranquilos: entrando recursos da conta de IED (Investimento Estrangeiro Direto), entrando recursos de várias aplicações na Bolsa (de Valores), entrando recursos de várias aplicações financeiras. A Bolsa (de Valores) brasileira está subindo há vários leilões consecutivos. Não há nenhum temor de que possa haver algum problema maior”, destacou.

Situação fiscal

Além de permanecer atento aos movimentos de mercado, o governo federal continuará firme na posição de reforçar a parte fiscal, afirmou o ministro Mantega. “O superávit primário do governo federal já está praticamente cumprido e nós estamos trabalhando para que estados e municípios também cumpram sua parte”, disse o ministro.

Sobre a possibilidade de haver alguma influência da alta na taxa de câmbio na trajetória da inflação, o ministro destacou que o governo tem “antídotos” como a redução de tarifas de importação de alguns insumos. Essa medida já foi anunciada e entrará em vigor a partir do final de 1º. de outubro quando o patamar médio de 25% de alíquota de importação de diversas matérias-primas cairá para 8% a 12% em média.