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Dívida Pública Federal cai para R$ 1,95 trilhão em julho

Para Tesouro Nacional, é possível atingir metas do PAF
publicado: 26/08/2013 19h10 última modificação: 26/05/2015 16h49

Em julho de 2013, a Dívida Pública Federal recuou 1,44% ante o mês anterior, fechando em R$ 1,95 trilhão. Segundo o Tesouro Nacional, que a anunciou o Relatório Mensal da Dívida em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (26), o resultado já era esperado e se deve, principalmente, ao maior número de resgates líquidos de títulos prefixados, que somaram R$ 77,7 bilhões no mês.

“Os resgates de prefixados significaram 93,4% do volume total de vencimentos no mês de julho e já estavam dentro da nossa programação. Já esperávamos esse resultado”, afirmou Fernando Garrido, coordenador-geral de Operações da Dívida Pública.

A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) também apresentou queda de 1,6%, encerrando o mês em R$ 1,86 trilhão, contra R$ 1,89 trilhão de junho. A Dívida Pública Federal externa (DPFe), por sua vez, subiu 1,96% sobre o estoque apurado no mês anterior, encerrando julho em R$ 92,7 bilhões.

A categoria Instituições Financeiras apresentou a maior queda na sua participação absoluta entre os credores no total da dívida desde o início da série histórica. Por outro lado, o volume de papéis detido por não residentes passou de R$ 275 bilhões para R$ 289 bilhões, levando o percentual a 15,5%. “Esse resultado é recorde tanto em termos de volume quanto em termos de percentual”, ressaltou Garrido.

Tesouro Direto

O Programa do Tesouro Direto recebeu 3.917 novos investidores em julho, fechando o mês com 357 mil participantes. O destaque do programa ficou por conta do acréscimo de 1,57% no estoque, que atingiu mais de R$ 10 bilhões. “Esse número de aplicações é bastante expressivo e mostra a segurança, a rentabilidade e a confiança dos investidores no programa”, comentou Garrido.

Câmbio
Questionado sobre o impacto da flutuação cambial no perfil da dívida pública, Garrido explicou que a parcela de câmbio teve um pequeno crescimento no mês, mas continua dentro da participação estabelecida no início do ano, de 3% a 5%.

“A dívida corrigida pelo câmbio continua abaixo dos 5%. Se, por um lado, o aumento do câmbio tem impacto negativo pequeno no custo da dívida, por outro, ele gera um impacto positivo na relação entre dívida e PIB. Esse efeito inverso ocorre porque o Brasil é um país credor”, disse o coordenador.

PAF

Para Garrido, o Tesouro deverá atingir as metas de estoque da dívida estabelecidas pelo Programa Anual de Financiamento (PAF), mas ainda é cedo para confirmar. “Isso depende das condições de mercado”, pontuou.

Segundo o coordenador, hoje, o mercado apresenta uma volatilidade maior do que a prevista nos cenários quando da elaboração do PAF. “Se verificarmos uma mudança de mercado ao longo do ano, o Tesouro pode alterar sua estratégia. Pode, dentre outras coisas, prever uma mudança na composição das emissões. Podemos optar por emitir menos papéis prefixados ou longos, ou emitir mais papéis curtos ou com taxa flutuante”, explicou.