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Contas do governo central têm superávit de R$ 3,7 bilhões em julho

Tesouro prevê melhora de receitas no segundo semestre
publicado: 29/08/2013 20h15 última modificação: 26/05/2015 16h49

No mês de julho, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) apresentou superávit primário de R$ 3,7 bilhões, o que corresponde a um aumento de 189,6% em relação ao mesmo dado do mês anterior. Com esse resultado primário (que exclui os gastos com juros da dívida), anunciado nesta quinta-feira (29) pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, a meta fiscal para o segundo quadrimestre do ano chega a R$ 37,5 bilhões, 7% acima do previsto (R$ 35 bilhões).

Apesar do notável crescimento mensal, Augustin comenta que o resultado ainda não é ideal. "É um resultado ruim, decorrente da situação de menor crescimento do final do ano passado e de períodos anteriores. Há um delay (atraso) entre o crescimento e o momento em que as receitas reagem. De toda forma, nossa expectativa continua sendo de receitas melhores nos próximos meses", justificou.

Segundo o relatório do Tesouro Nacional, as receitas do governo central subiram 7,5% em julho devido, principalmente, aos acréscimos de R$ 3 bilhões na arrecadação de contribuições e de mais R$ 3 bilhões na arrecadação de impostos. As despesas também aumentaram em 10,4% no comparativo entre julho e junho. O Tesouro foi responsável pela elevação de R$ 7,2 bilhões e a Previdência, por R$ 494 milhões.

No acumulado do ano, o superávit primário soma R$ 38 bilhões, contra R$ 52 bilhões de janeiro a julho de 2012, uma queda de 26,7%. Augustin lembra que, mesmo estando abaixo no comparativo, o valor é o quarto melhor da série e tem apresentado certa constância. "Está muito próximo do que estamos estimando", ressaltou.

Augustin disse ainda estar preocupado com o resultado fiscal de estados e municípios, mas que a folga de R$ 10 bilhões no orçamento deste ano conseguido com o contingenciamento de despesas anunciado em julho é suficiente para compensar a situação. “No início, prevíamos fazer um superávit de R$ 63 bilhões para 2013 e, depois, aumentamos esse valor para R$ 73 bilhões para contemplar a possível falta dos entes federativos, que têm meta de R$ 47 bilhões”, explicou.

O secretário antecipou que, para agosto, o Tesouro prevê aumento de R$ 5,4 bilhões na arrecadação devido a dividendos dos bancos públicos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá contribuir com R$ 1,624 bilhão e a Caixa Econômica Federal com R$ 1,28 bilhão. “Agosto é um mês de receitas baixas e que tem despesas mais fortes. Os dividendos compensarão um pouco esse resultado”, comentou.

PAC

Em comparação com o acumulado em 2012, as despesas do governo com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentaram incremento de 6,8%, o equivalente a R$ 1,7 bilhão. O resultado ficou abaixo do esperado pelo governo, que contava com crescimento em valores nominais no comparativo com o ano anterior.

“Houve atrasos normais do ponto de vista do cronograma de execução, mas, independente disso, o número não é bom. Nossa expectativa é que isso se reverta no segundo semestre. Estamos trabalhando para isso e mantemos uma expectativa favorável para os investimentos nos próximos meses”, afirmou Augustin.

Veja aqui o relatório completo.