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Folha de pagamento eletrônica vai simplificar pagamentos por parte de empregadores

Sistema operacional está em desenvolvimento e projeto piloto pode ser lançado em janeiro de 2014
publicado: 03/04/2013 14h00 última modificação: 26/05/2015 16h49

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, informou nesta quarta-feira (3) que o governo federal estuda criar um regime tributário especial para simplificar o recolhimento do FGTS dos empregados domésticos pelas famílias. O secretário-executivo destacou que o estudo não trata de mudança da alíquota da contribuição ao FGTS, que é de 8%. “Mudança de alíquota não está em discussão, o que estamos discutindo é a simplificação e a racionalização. Seria um regime tributário especial muito mais para reduzir a burocracia, principalmente no que se refere ao FGTS”, afirmou Barbosa, em entrevista a jornalistas, após participar de audiência pública da Comissão Mista do Congresso Nacional encarregada de analisar a MP 599 (que trata da unificação das alíquotas do ICMS).

Segundo o secretário, há um projeto em estudo no Ministério da Fazenda de criação da chamada folha de pagamento eletrônica que, inicialmente, estava sendo pensada para utilização pelas empresas que poderiam recolher em um único formulário as contribuições ao FGTS, ao INSS, ao Sistema S e ao salário-educação. Agora, com a aprovação de uma regulamentação para o trabalho dos empregados domésticos, a ideia em estudo é antecipar parte do projeto, especialmente em relação ao recolhimento ao FGTS, para facilitar os pagamentos por parte dos empregadores domésticos. “Esse sistema está sendo desenvolvido pelo Serpro e a previsão é lançar um projeto piloto dessa folha de pagamento eletrônica em janeiro de 2014”, disse Barbosa.

O secretário-executivo acrescentou que está em análise a questão operacional do sistema e como integrar as bases de dados do INSS e do FGTS que são separadas, pois quem administra os recolhimentos ao FGTS é a Caixa Econômica Federal e não a Receita Federal, que gere as demais contribuições, como à Previdência Social. Com a necessidade de regulamentação dos direitos dos empregados domésticos, o governo pode antecipar o projeto para englobá-los, completou Barbosa.