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No acumulado do ano, superávit é de R$ 75,2 bilhões

publicado: 27/10/2011 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
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27/10/2011

 

TESOURO NACIONAL

No acumulado do ano, superávit é de R$ 75,2 bilhões
Ritmo dos investimentos não são satisfatórios, diz secretário 

O Governo Central apresentou, no mês de setembro, superávit primário de R$ 5,4 bilhões contra R$ 2,5 bilhões em agosto. No acumulado do ano, o superávit foi de R$ 75,2 bilhões (2,47% do PIB), um aumento de R$ 19,5 bilhões na comparação a igual período de 2010. A meta de superávit para o Governo Central em 2011 é de R$ 91,8 bilhões. Até setembro foi realizado R$ 73,7 bilhões.

Ao comentar o resultado, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, lembrou que na comparação do superávit acumulado entre janeiro/setembro de 2010 e janeiro/setembro de 2011, deve-se considerar a capitalização da Petrobrás em setembro do ano passado. Em setembro de 2010, o primário foi de R$ 25 bilhões, o que incluiu a capitalização da empresa. “Mesmo assim (sem o efeito Petrobrás esse ano), tivemos um aumento de R$ 19 bilhões no acumulado”, reforçou.

Os pagamentos de dividendos das estatais à União - que totalizaram R$ 4,5 bilhões, sendo a maior parte da Caixa Econômica Federal (R$ 1,36 bilhão) e do BNDES (R$ 2,98 bilhões) - contribuíram para o superávit de setembro.

De acordo com o secretário, no ano, os dividendos somam R$ 17,3 bilhões, ante R$ 22 bilhões em 2010 e R$ 26 bilhões em 2009. “Não há previsão de pagamentos mais fortes (de dividendos) até o fim do ano”, afirmou Augustin.

Ele acrescentou que em 2011, por opção, o governo utilizará menos dividendos para fazer superávit primário. “Esse ano é de maior tranqüilidade de superávit e menos dividendo.” O aumento das receitas também contribuiu para o resultado positivo em setembro. Foram R$ 3,5 bilhões a mais do que agosto.

Investimento

Os investimentos totais (em valores pagos) no acumulado do ano caíram 2,7% (de R$ 32,2 bilhões para R$ 31,3 bilhões) mas os desembolsos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) cresceram 25,9% no período, passando de R$ 14,3 bilhões para R$ 18 bilhões.

“Não é um resultado satisfatório, pois o ritmo está abaixo do que gostaríamos. Mas a tendência é de melhora nos próximos meses”, avaliou o secretário do Tesouro. Ele ponderou que o ritmo dos investimentos decorre de fatores como variações climáticas, número de obras em andamento e cronograma dos ministérios. “O ideal é crescer mais”.

Política fiscal

Questionado por jornalistas sobre a política fiscal do governo para 2012, Arno Augustin adiantou que, se mantidas as condições orçamentárias, o objetivo é cumprir a meta cheia de superávit primário. A previsão para 2012 é de superávit de R$ 139 bilhões para o setor público consolidado e R$ 96,9 bilhões para o Governo Central.

O secretário lembrou, no entanto, que riscos fiscais podem interferir na meta, como, por exemplo, aprovação, pelo Congresso Nacional, de aumentos para servidores do Judiciário e do Executivo.
 

Arquivo de áudio.Download do áudio com os comentários do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Duração: 27m52s
Formato: MP3
Tamanho:
3,18 Mb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição

 

Arquivo de áudio.Download do áudio com as considerações finais do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Duração: 5m14s
Formato: MP3
Tamanho:
614 Kb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição