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OCDE afirma que Brasil vai conseguir manter crescimento econômico nos próximos anos

publicado: 26/10/2011 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
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26/10/2011
OCDE

OCDE afirma que Brasil vai conseguir manter crescimento econômico nos próximos anos
Estudo sobre a economia brasileira foi apresentado nesta quarta-feira, no Ministério da Fazenda 

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou nesta quarta-feira (26/10) o estudo econômico da entidade sobre o Brasil. Os secretários do Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey (Assuntos Internacionais) e Márcio Holland (Política Econômica) intermediaram e debateram os dados.  

A OCDE realiza esses estudos de forma regular sobre todos os países que integram a organização. Apesar de o Brasil não ser membro, já é o quinto estudo sobre o país realizado pela entidade. “O objetivo desse estudo é propiciar um debate com o governo brasileiro sobre as políticas econômicas adotadas”, explicou Cozendey.  

O relatório é dividido em duas partes: a primeira com projeções macroeconômicas e a segunda com análises e recomendações em áreas especificas. Nessa edição, foram escolhidas as áreas de infraestrutura, investimentos, sustentabilidade e políticas sociais.  

O secretário de Política Econômica da Fazenda, Márcio Holland, contestou os dados apresentados. Para ele, a OCDE faz seu esforço de pesquisa e análise, mas o governo olha com reservas esses dados.  “Há inconsistências nas projeções macroeconômicas, pois a OCDE olha para trás e minimiza a capacidade do Brasil de responder aos desafios que se coloca, talvez contaminada pelas dificuldades de reação dos países desenvolvidos, especialmente Europa e EUA”, afirmou Holland.

 Segundo Holland, a OCDE não vê que hoje o Brasil tem instrumentos de política econômica capazes de manter o crescimento. “Diferente dos países que integra a organização, o Brasil caminha para uma redução da dívida em relação ao PIB, líquida e bruta; redução do déficit nominal de forma muito mais rápida do que a exposta no estudo. Só esse ano já cumprimos 85% do resultado primário”, comentou.  

O secretário ainda acrescentou que a inconsistência macroeconômica apresentada no documento da OCDE é posta em dúvida tanto pelos economistas do governo quanto pelos analistas de mercado. “Nós aceitamos o debate e a economia é feita assim. Economistas têm projeções diferentes, mas o governo tem se mostrado muito mais alinhado com a atual realidade brasileira do que as projeções que analistas têm defendido desde janeiro”, analisou Holland.   

Segundo o chefe de gabinete da Secretaria Geral da OCDE, Marcos Bonturi, o enfoque do relatório é políticas estruturais.  “O Brasil vai conseguir manter um crescimento bem razoável nos próximos anos, com a inflação caindo, com uma política fiscal prudente que vai garantir um declínio gradual da dívida pública em relação ao PIB. Esse quadro é muito positivo se comparado ao restante do mundo”, defendeu.  

Projeções macroeconômicas  

Pelas previsões macroeconômicas da OCDE, o Brasil irá crescer 3,6% esse ano e 3,5% em 2012. Já a inflação ficará em 6,5% e 6,2%, respectivamente. O secretário Márcio Holland contrapôs essas projeções. De acordo com ele, o governo tem projeção oficial para o crescimento e não vai deixar o país desacelerar. “É um grande desafio para o país manter as taxas de crescimento e investimento. Se olharmos para nossas políticas de investimentos, veremos que o Brasil tem a capacidade de investimento e crescimento superior ao previsto pela OCDE”, comentou.  

Marcos Bonturi da OCDE explicou que as previsões foram fechadas há algumas semanas. “A principal diferença é que nós estamos trabalhando com um cenário externo muito mais negativo do que o governo brasileiro. Eu espero que nesse item, o governo brasileiro tenha mais razão que nós”.  

Holland esclareceu que a desaceleração desse ano foi provocada por políticas do próprio governo, por meio da adoção de medidas macro-prudenciais, elevação da taxa de juros pelo Banco Central no inicio do ano e contingenciamento fiscal. “Não vamos permitir que essa acomodação implique em desaceleração. A projeção oficial para ano que vem é de crescimento em 5%. Então, no que se refere ao crescimento econômico estamos bem tranquilos”, ressaltou.  

Quanto à inflação, Holland explicou que, conforme previsto pela Fazenda, até setembro houve acumulação da inflação em relação ao ano anterior e, a partir de então, começou o processo de convergência da inflação para a meta. “Temos hoje um conjunto de informações suficientes para acreditar que a inflação brasileira muito rapidamente vai convergir para o centro da meta”, concluiu.  

Arquivo de áudio.Download do áudio da coletiva da apresentação do Estudo Econômico sobre o Brasil da OCDE do secretário de Assuntos Internacionais, Carlos Cozendey.

Duração: 56m39s
Formato: MP3
Tamanho:
6,48 Mb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição