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Economia brasileira deve crescer entre 3,5% a 4,5% em 2011

publicado: 11/10/2011 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
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11/10/2011
Contas Públicas

Economia brasileira deve crescer entre 3,5% a 4,5% em 2011
Nelson Barbosa acredita que em 2012 a economia volte a acelerar e PIB alcance 5%

Em audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, criada para tratar da prorrogação da Desvinculação de Recursos da União (DRU), o secretário Executivo do Ministério da Fazenda (MF), Nelson Barbosa, disse nesta terça-feira (11/10) que o governo conta com a prorrogação da DRU para enfrentar a crise econômica internacional e continuar com o desenvolvimento econômico do país.  

Para o secretário, o orçamento brasileiro tem excesso de vinculações, o que pode gerar deficiências, como maior alocação de recursos em algumas áreas e carências em outras. “Como as despesas não obrigatórias são preponderantemente investimentos, esse excesso acaba limitando a capacidade de investimento do governo”, informou.

De acordo com o representante da Fazenda, a DRU é utilizada para financiar alguns programas prioritários do governo, sem o aumento do endividamento. Possibilita, ainda, segundo ele, o cumprimento das metas do resultado primário, o que contribui para a redução da dívida pública e auxilia a queda da taxa de juros.  

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Miriam Belchior, também esteve presente na audiência da Câmara.  Tanto ela quanto Nelson Barbosa afirmaram que mesmo com a DRU houve expansão dos gastos sociais do governo nos últimos anos, sobretudo nas transferências de renda.  

A proposta do governo é de que a DRU seja aprovada nas mesmas condições atuais, mantendo a desvinculação em 20%. “A manutenção da DRU é importante, pois permite gastos discricionários estratégicos, como Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida e o Brasil sem Miséria”, defendeu Babosa.  

Crise  

Em sua apresentação, o secretário Executivo traçou panorama da situação econômica internacional. Para ele, os EUA e os países mais avançados da Europa ainda não saíram da crise de 2008. Apesar da recuperação em 2009 e 2010, há perspectiva de nova desaceleração econômica, principalmente na Europa.  “Vemos para 2012 um cenário de desaceleração na economia mundial, que pode impactar no preço das commodities e na economia brasileira”, comentou.

 Para Nelson Barbosa, alguns países europeus estão enfrentando altos déficits e elevados índices de dívida pública e, mesmo com as declarações de governos europeus indicando medidas para evitar nova crise financeira, paira uma incerteza sobre qual solução será adotada. Por isso, o Brasil tem de se preparar para lidar com um cenário mais adverso no ano que vem, apesar de possuir situação fiscal diferente das principais economias do mundo.   

“O Brasil pratica uma política de resultado de metas de primário relativamente elevadas, o que possibilitou uma redução do déficit público. Com a crise, flexibilizamos nossa política fiscal para combater os efeitos decorrentes”, disse.  

Barbosa ressaltou que a prorrogação da DRU proporciona boa situação fiscal e permite que o governo tenha maior flexibilidade para lidar com problemas domésticos e internacional.  “Nos últimos anos, temos praticado uma política fiscal responsável, tanto do ponto de vista financeiro quanto social. A manutenção do equilíbrio fiscal é vital para a continuidade do crescimento”.    

Dívida pública  

Questionado pelos deputados quanto ao atual perfil dívida pública, Nelson Barbosa disse que ela é mais baixa se comparada com outros países, mas também tem o prazo menor, o que faz com que gire mais rápido. “Então, além do desafio de reduzir a dívida, precisamos alongar o prazo dela e reduzir gradualmente sua indexação”, ressaltou.  

Barbosa disse aos parlamentares que já houve uma redução substancial do endividamento público no país. Em agosto a dívida estava em 39,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e a expectativa é que ela feche o ano em 38,7%; em 2002, representava em 60% do PIB. “A dívida está em queda e isso possibilita um melhor funcionamento da economia, da avaliação de risco da economia brasileira”.  

Taxa e juros  

Quanto à taxa de juros, o secretário da Fazenda lembrou que a boa situação fiscal da economia brasileira e o contexto internacional cria abra possibilidade para a redução da taxa de juros. “O mundo está trabalhando com taxas de juros mais baixas, devido á crise. A manutenção dessa política fiscal pode contribuir para a redução da taxa de juros nos próximos meses e nos próximos anos”, avaliou.  

Nelson Barbosa ainda lembrou que a taxa real de juros também caiu nos últimos anos. Em 2002 ela estava em 16%, hoje está abaixo de 5%. “Isso é resultado de uma política fiscal responsável de controle da dívida pública e déficit público moderado. A manutenção da DRU vai viabilizar que esse movimento continue nos próximos anos para que possamos alcançar uma taxa real de juros mais próximos que a dos outros países”.  

Sobre a expectativa de crescimento, Barbosa estima que nesse ano o país crescerá entre 3,5% a 4,5%. “Nossa meta é que o crescimento volte a acelerar ano que vem para cerca de 5% e atinja um patamar de 5,5%”, concluiu.  

Apresentação A DRU e o Atual Contexto Econômico

Arquivo de áudio.Download do áudio da audiência pública DRU, do secretário Executivo, Nelson Barbosa.

Duração: 02h16m39s
Formato: MP3
Tamanho:
15,6 Mb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição

 

Arquivo de áudio.Download do áudio com os comentários finais da audiência pública DRU, do secretário Executivo, Nelson Barbosa.

Duração: 04m27s
Formato: MP3
Tamanho:
522 Kb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição

 

Arquivo de áudio.Download do áudio com os comentários finais da audiência pública DRU do secretário Executivo, Nelson Barbosa.

Duração:26s
Formato: MP3
Tamanho:
5,4 Kb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição