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Mantega reafirma que economia brasileira deve crescer 4,5% esse ano

publicado: 23/08/2011 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
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23/08/2011
CAE

Mantega reafirma que economia brasileira deve crescer 4,5% esse ano
PIB nesse patamar é suficiente para continuar gerando arrecadação e garantir superávit primário, diz ministro

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, nesta terça-feira (23), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu a redução dos gastos públicos e defendeu o equilíbrio entre as políticas fiscal e monetária para a redução de juros e aumento dos investimentos. “A política monetária isolada não resolve, tem que ser combinada com a política fiscal”, ressaltou.  

Para conter os custos, Mantega disse que os parlamentares podem colaborar com o governo ao não criar novos gastos. Nesse sentido, ele citou a importância dos senadores não aprovarem, por exemplo, a PEC 300 - que cria piso salarial para policiais civis, militares e bombeiros – e que seja prorrogada a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que dá maior liberdade ao governo na gestão do Orçamento.  

Investimentos - Na avaliação do ministro, o Brasil tem que continuar estimulando o investimento. A meta é ultrapassar os 20% do Produto Interno Bruto (PIB). “Temos que criar condições para que a indústria aumente a sua competitividade e produtividade. Reduzir custos tributário, financeiro e de infraestrutura para a indústria é fundamental. Também, é preciso estimular a inovação tecnológica e premiar o conteúdo nacional”, comentou.  

Crescimento - Perguntado sobre a queda no crescimento da economia do país, Guido Mantega afirmou disse que haverá uma desaceleração da economia no terceiro semestre promovida pelo próprio governo. “No ano passado a economia estava muito acelerada. Então, o governo tomou várias medidas, para que houvesse uma desaceleração, mas sem derrubar a economia”, informou.   

“Estamos numa trajetória de fechar o ano com o crescimento de 4,5%, que não é um PIB baixo para um ano de transição. Esse PIB é suficiente para continuar gerando arrecadação, bancar os custos e fazer o superávit primário que é necessário”, ressaltou.            

ICMS – O ministro ainda falou sobre a guerra fiscal. Para ele, alguns Estados estão dando crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os importadores, um benefício que o produto nacional não possui.

“Isso coloca o produto importado em condição de superioridade em relação ao do nacional. Se tem que dar algum estímulo deve ser ao produto local e não ao importado”, frisou. 

 Fonte: Assessoria de Comunicação Social/GMF

Arquivo de áudio.Download do áudio da apresentação do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Duração: 03h31m04s
Formato: MP3
Tamanho:
98,9 Mb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição