Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2011 > agosto > Brasil tem tomado todas as medidas possíveis para evitar a sobrevalorização do real

General

Brasil tem tomado todas as medidas possíveis para evitar a sobrevalorização do real

publicado: 08/08/2011 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
Conteúdo multimídia

08/08/2011
Queda das bolsas

Brasil tem tomado todas as medidas possíveis para evitar a sobrevalorização do real
Segundo ministro, o governo pode atuar novamente nos derivativos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na tarde desta segunda-feira (08/08) que a deterioração das bolsas no mundo é reflexo de uma revisão das taxas de crescimento da economia americana para baixo e de uma percepção de que os países avançados podem caminhar para uma recessão. Hoje, a Bovespa fechou com queda de 8,08%, a maior queda desde outubro de 2008.

Mantega também comentou, ao sair da reunião de coordenação política no Palácio do Planalto, a situação cambial neste momento de crise. Segundo ele, o Brasil tem tomado todas as medidas possíveis para evitar a sobrevalorização do real. “Nós temos reserva fiscal, temos reserva monetária e temos alguns instrumentos para controlar o câmbio se houver algum exagero na desvalorização [do dólar]. Vamos atuar nos derivativos com mais força”, disse. Ele reafirmou o compromisso do governo em garantir um bom resultado fiscal, e, por isso, não irá admitir aumento de gastos públicos neste momento.

O titular da Fazenda disse, ainda, que está havendo uma desconfiança dos mercados em relação à condução dos problemas por parte dos países avançados. “Tá faltando liderança, tá faltando confiança”. Segundo ele, a situação dos países da União Europeia também contribui para o agravamento da crise. “Os europeus estão demorando muito para resolver esta crise e cada vez ela fica pior”.

Na avaliação de Mantega, o Brasil está numa situação favorável, assim como o restante dos países emergentes e isso se deve ao fato de o país ter um mercado mais dinâmico e uma situação fiscal sólida, com diminuição da dívida. “O perigo não é aqui. O Brasil é um dos países que está melhor posicionado para enfrentar essa crise. Eu prometo a vocês um resultado fiscal melhor a cada mês”, garantiu.

Segundo ele, ao contrário dos países emergentes, os países avançados não terão recuperação imediata. “A demanda mundial não está crescendo, com exceção dos países emergentes que estão indo bem, que tão sustentando uma parte do crescimento”, disse.

Um dos desafios neste momento, para Mantega, é reconstituir a confiança perdida nos mercados e estancar a sangria nas bolsas mundiais. “Se a sangria na bolsa demorar, pode levar a perda de riqueza. Você tem uma sensação de perda de riqueza fazendo com que o cidadão deixe de consumir. E aí que você leva a economia para recessão”.

O ministro relatou que o G-20 discutiu o problema da crise americana durante o fim de semana. No comunicado enviado pelo grupo, os países afirmam que estão solidários e preparados para tomar as medidas necessárias para reconstituir a solidez financeira e a confiança dos mercados. “Nós, os ministros da economia dos países do G-20, ficaremos atentos e em comunicação permanente de modo a tomar as medidas conjuntas que forem necessárias para impedir que a situação se deteriore”.

Para o ministro, a moeda americana, embora já tenha passado por períodos melhores, continua sendo uma moeda sólida. “Eu confio na solidez da moeda americana. É claro que eles têm de resolver vários problemas, problema de divida, problema de déficit, mas o principal é a recuperação econômica, é o dinamismo da economia, porque quando a economia não cresce, só a divida cresce e o desemprego continua”.

Arquivo de áudio.Download do áudio do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Duração: 15m59s
Formato: MP3
Tamanho:
1,83 Mb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição