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Petrobras arrecada cerca de R$ 120 bilhões em maior operação de captação do mundo

Participação acionária da União na Petrobras passou de cerca de 40% para 48%, informou o ministro da Fazenda, durante cerimônia na Bolsa de Valores de São Paulo
publicado: 24/09/2010 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, participou nesta sexta-feira (24/09) da cerimônia que marcou a oferta pública das ações da Petrobras, na abertura do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F-Bovespa). Segundo ele, a operação afasta do Brasil a chamada maldição do petróleo: “Diria que é mais apropriado falar em benção do petróleo. Porque nós sabemos usar esse petróleo para o desenvolvimento da indústria, geração de empregos”.

Mantega ressaltou a importância do processo de capitalização da Petrobras, a maior no mundo. A oferta pública de ações da estatal arrecadou R$ 120,36 bilhões (cerca de US$ 70 bilhões) garantindo recursos para a exploração do pré-sal. “Nunca antes neste país foi feita uma capitalização dessa magnitude”, comentou.

A partir de agora a companhia passa a valer US$ 220 bilhões, a segunda maior empresa de petróleo do mundo, a preço de mercado, atrás apenas da americana Exxon, que vale US$ 290 bilhões. O ministro destacou que essa operação foi realizada em um momento complicado da economia mundial: “É mais difícil fazer uma operação dessa magnitude quando ainda há problemas financeiros e escassez de recursos”.

Mantega disse que os objetivos da capitalização foram todos alcançados, e que a Petrobras passa a deter um patrimônio maior e um caixa “polpudo”, de 25 bilhões de dólares. O plano de investimentos da empresa para os próximos anos chega a US$ 224 bilhões, que serão utilizados para viabilizar um dos maiores programas mundiais de investimento da indústria petrolífera.

O ministro informou ainda que a participação acionária da União na Petrobras, somando BNDES e Fundo Soberano, passou de cerca de 40% para 48%. “Se há alguns anos alguém nos dissesse que a Petrobras faria uma capitalização de R$ 70 bilhões a pessoa poderia ser colocada numa camisa de força e levada ao hospital psiquiátrico. Basta lembrar que em 2002 o valor de mercado da empresa era de 15 bilhões de dólares”, comparou.

O ministro ressaltou que a Petrobras é um dos principais agentes de desenvolvimento no Brasil, exercendo um grande impacto na economia, com recursos direcionados para estimular a indústria nacional, as refinarias, o setor siderúrgico, a indústria naval, o setor de bens de capital.

“A capitalização da Petrobras não é um fato isolado, mas é um sinal dos novos tempos que o Brasil vive”, afirmou ministro. “O país deve crescer pelo menos 7% neste ano, um dos maiores índices dos últimos 27 anos, um crescimento forte, com inflação sob controle e as contas públicas equilibradas”, reforçou.

Os papéis da Petrobras começam a ser comercializados hoje na Bolsa de Valores de Nova York, na forma de American Depositary Shares (“ADSs”). No Brasil, a oferta só terá início na segunda-feira, dia 27. Na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, realizada ontem, foi aprovado o preço de emissão unitário das ações da companhia. Ficou determinado o preço de emissão de R$29,65 por Ação Ordinária e o preço de emissão de R$26,30 por Ação Preferencial. Mais informações podem ser encontradas no site www.petrobras.com.br/ri.

Estavam também presentes o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, José Alencar, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.