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CMN mantém em 4,5% meta para inflação em 2012

Mantega diz que meta mais apertada elevaria taxa de juros
publicado: 22/06/2010 00h00 última modificação: 18/10/2016 19h02

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, por unanimidade, manter no atual patamar de 4,5% a meta para a inflação brasileira em 2012, com bandas de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo decidiu manter a meta em 4,5% porque é a que está dando certo nos últimos anos, “pois permite o controle da inflação e a expansão da economia, sem colocar o Banco Central numa saia justa ou numa camisa de força”.

Ele observou que este ano o Brasil teve alterações na inflação, com choque de oferta, e afirmou que se a meta fosse mais apertada o BC teria que elevar ainda mais a taxa de juros. “Então, essa é uma meta que está se revelando suficientemente razoável para cumprirmos nossos objetivos, por isso que ela foi mantida”, reforçou.

Mantega disse ainda que esse ano inflação poderá ficar acima do centro da meta (5% ou acima) e para 2011 deverá ficar próxima do centro da meta (4,6%). Desde 2005, o governo mantém a meta de inflação em 4,5%.

TJLP - Na reunião desta terça-feira, o conselho também manteve em 6% a TJLP para o terceiro trimestre de 2010, com vigência entre 1º de julho a 30 de setembro. “A manutenção considerou tanto a meta da inflação (4,5%) quanto o risco Brasil (150 mil pontos), equivalente a 1,5%”, informou o secretário-adjunto de Política Econômica, Gilson Bittencourt. A TJLP é a principal referência nos financiamentos concedidos pelo BNDES ao setor produtivo.

Pró-Transporte – O CMN autorizou o descontigenciamento de R$ 100 milhões no âmbito do Programa Pró-Transporte. Os recursos serão destinados para os municípios com programas selecionados pelo Ministério das Cidades em 2009 e apresentados em 2008. Da mesma forma, os projetos apresentados em 2009 serão selecionados ao final de 2010.

O programa opera com recursos do FGTS e visa financiar obras de infraestrutura de transporte coletivo urbano para o desenvolvimento físico-territorial, econômico e social, a melhoria da qualidade de vida e a preservação do meio ambiente.

Nota Fiscal Eletrônica – O Conselho Monetário aprovou ainda a extinção do prazo de contratação da linha de crédito do BNDES no valor de R$ 300 milhões voltada para a implementação do Programa de Modernização da Administração das Receitas e da Gestão Fiscal, Financeira e Patrimonial das Administrações Estaduais (PMAE). O prazo encerraria em 30 de junho e poderia comprometer a contratação de operações em estágio de análise e inibir a apresentação de outros projetos pelos entes.

O chefe da Assessoria Econômica do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, lembrou que esta linha do BNDES é voltada para os governos regionais implementarem ações de escrituração contábil digital, escrituração fiscal digital e nota fiscal eletrônica. “Agora os estados podem elaborar e encaminhar seus projetos até os recursos se esgotarem”, completou.

Atualmente, há 12 operações contratadas e em fase de execução dos investimentos na carteira de projetos do BNDES, que correspondem a R$ 138 milhões. Há também cinco operações aprovadas e ainda não contratadas, que perfazem o montante de R$ 53 milhões.

Além das operações aprovadas e contratadas, há outras em análise, em fase inicial de tramitação e em perspectiva de adesão que, somadas, alcançam o montante de R$ 21 milhões.

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