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Emissões elevam estoque da dívida pública em 1,32% em novembro

publicado: 21/12/2009 23h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
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22/12/2009

Emissões elevam estoque da dívida pública em 1,32% em novembro

Em novembro, as emissões da Dívida Pública Federal totalizaram R$ 33,58 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 26,85 bilhões, resultando numa emissão líquida de R$ 6,73 bilhões, sendo R$ 7,92 bilhões referentes à Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 1,20 bilhão ao resgate líquido da Dívida Pública Federal externa (DPFe). 

Com isso, o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) apresentou acréscimo de 1,32%, totalizando R$ 1,491 trilhão em novembro contra R$ 1,472 trilhão em outubro. Devido, principalmente, a apropriação de juros no valor de R$ 11,13 bilhões, o estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), apresentou elevação de 1,39% com relação ao mês anterior passando de R$ 1,370 trilhão para R$ 1,389 trilhão.

 “Tradicionalmente, novembro, que não encabeça trimestre, tem um volume menor de vencimentos de títulos, o que eleva o estoque da dívida. Em dezembro, o volume de vencimentos será maior, chegando a R$ 31,2 bilhões, sendo R$ 30,8 bilhões  de LFT´s”, explicou o coordenador-geral de Operações da Dívida, Fernando Garrido.

 O estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) aumentou 0,36% em novembro, chegando a R$ 101,99 bilhões (US$ 58,15 bilhões), sendo RS$ 80,08 bilhões (US$ 45,74 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 21,90 bilhões (US$ 12,50 bilhões) à dívida contratual. 

Em relação à composição da DPF, houve aumento na participação da DPMFi, passando de 93,10% em outubro para 93,16% em novembro. Em contrapartida, a DPFe teve sua participação reduzida de 6,90% para 6,84%.

Em novembro a parcela dos títulos com remuneração prefixada situou-se em 39,96% os papéis remunerados pela Selic representaram 34,83% e a participação dos indexados a índices de preços foi de 26,28%.  “Todos estes percentuais estão dentro das bandas previstas nos Plano Anual de Financiamento”, assinalou Garrido.

Sobre o perfil de vencimentos da DPF, o coordenador destacou que os vencimentos para os próximos 12 meses apresentaram redução, passando de 25,20% em outubro para 24,58% em novembro. “O resultado está ligeiramente abaixo do piso previsto no PAF (25%), o que significa menor risco de financiamento e de rolagem da dívida nos próximos 12 meses”, afirmou.

Garrido enfatizou ainda a queda no prazo médio da DPF, que passou de 3,59 anos em outubro para 4,54 anos em novembro. No caso da DPMFi e da DPFe os prazos médios passaram de 3,42 para 3,37 anos, e de 5,92 para 5,87 anos, respectivamente. 

O custo médio da DPF acumulado nos últimos 12 meses caiu de 10,39% a.a para 9,69% a.a. O custo médio da DPMFi passou de 11,15% a.a para 10,86% a.a., devido, principalmente, à redução da taxa Selic. O indicador de custo da DPFe também registrou queda, passando de -2,62% a.a., em outubro, para – 10,59% a.a., em novembro devido a questão cambial.



Fonte: Assessoria de Comunicação Social - GMF