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No pós-crise, governo registra melhor superávit primário para meses de novembro

publicado: 22/12/2009 23h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
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23/12/2009

No pós-crise, governo registra melhor superávit primário para meses de novembro

Em novembro, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit primário de R$ 10,7 bilhões, contra R$ 11 bilhões em outubro e déficit de R$ 4 bilhões em novembro de 2008. O superávit do mês passado decorre de receitas de R$ 62,1 bilhões e despesas de R$ 51,3 bilhões.

“O resultado é excepcionalmente positivo e o melhor para meses da série histórica, iniciada em 1995. Demonstra que a economia brasileira voltou a ter um nível de aquecimento bastante positivo. Tivemos dois meses consecutivos de superávit primário de dois dígitos e essa tendência vai continuar no próximo ano”, comentou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao divulgar os números.

Para ele, após um ano atípico, em que o governo decidiu apoiar a manutenção da atividade produtiva num cenário de crise, 2010 será de recuperação econômica e de retomada de resultados primários mais fortes. 
Na última entrevista coletiva do ano, Arno Augustin defendeu a política contracíclica adotada pelo governo e destacou que o esforço na área de despesa, que registrou aumento ao longo de 2009, foi uma opção consciente.

“Foi o ideal para manter a economia a todo vapor em um momento de crise econômica, inclusive liberando recursos adicionais para estados e municípios, que estamos olhando com mais atenção, e ampliando gastos com saúde, educação, programas sociais e subsídios”, enfatizou. 

O secretário disse ainda que em 2010 não haverá necessidade de novas medidas fiscais, mas alertou que a retirada dos benefícios deve ser gradual. “O segredo é que a saída do estímulo fiscal ocorra de forma a não comprometer a retomada do crescimento econômico. A retirada dos incentivos não deve ser feita abruptamente, especialmente para os setores que ainda não se recuperaram”, assinalou.

Augustin afirmou ainda que a retomada de primários fortes e resultados econômicos positivos implicam na manutenção da taxa de juros. “No momento de desonerar, nós desoneramos, no momento de utilizar receitas extras para ajudar no primário, nós utilizamos. Essa ajuda forte do Estado deu certo, considerando seu efeito macroeconômico. Mas agora voltamos ao normal e não há é mais desculpa para mudar a curva de juros”, afirmou Augustin. 

Meta – O secretário reafirmou que o Governo Central vai cumprir a meta de superávit em 2009, “possivelmente com abatimento do PPI (PAC)”. Hoje, dos R$ 28 bilhões previstos no programa, o governo pode abater até R$ 13,4 bilhões (que foram efetivamente pagos). 

A meta do resultado primário para o ano, conforme o decreto de programação orçamentária (6.993/2009) é de R$ 42,7 bilhões e governo realizou até novembro R$ 40,6 bilhões. No acumulado em 12 meses, o resultado do governo central é de 32,4 bilhões, equivalente a 1,05% do PIB.
 

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Entrevista do Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Ficha técnica do arquivo de áudio:

Duração
: 28m33s
Formato
: MP3
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3,26 Mb
Taxa de bits:
16 Kbps.
Acervo: Ministério da Fazenda.
Status
: Áudio sem revisão.

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posteriores do Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Ficha técnica do arquivo de áudio:

Duração
: 07m14s
Formato
: MP3
Tamanho:
849 Kb
Taxa de bits:
16 Kbps.
Acervo: Ministério da Fazenda.
Status
: Áudio sem revisão.