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Mantega defende política para manutenção de níveis de investimentos

publicado: 13/10/2008 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h49
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13/10/2008

Mantega defende política para manutenção de níveis de investimentos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em Washington que a crise financeira global vai mostrar a força dos países emergentes, que devem contribuir para estabilizar os mercados diante da recessão dos países avançados. Para isso, defendeu, é preciso adotar políticas anticíclicas que garantam os níveis de investimentos que estão na iniciativa privada e no setor público.

“O Banco Mundial deveria dar suporte para políticas que maximizassem a habilidades destas economias em desenvolvimento a se tornarem pilares para crescimento e investimento para o benefício de outras economias”, disse em seu discurso no Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial, conforme comunicado divulgado após a reunião realizada ontem (12/10) no Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

Mantega fez as declarações um dia após participar da reunião do G-20 financeiro, que pela primeira vez contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Na capital norte-americana Mantega cobrou resposta à crise à altura dos Estados Unidos e Europa, onde segundo ele, a tempestade age com força. 

Durante a participação na reunião anual do FMI e do Banco Mundial, o ministro concordou que as condições da crise atual exige a transformação do G-7 (grupo dos países mais desenvolvidos) em G-11, com a participação do Brasil, China e Índia (líderes dos emergentes). Para Mantega a presença do presidente George W. Bush na reunião do G-20 é um sinal de que todos os países devem estar envolvidos na resolução desta crise. 

Mantega reconheceu em Washington, que os países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, serão afetados pela desaceleração global e defendeu que erradicar a pobreza tem de ser prioridade, apesar de crise financeira. “Os países em desenvolvimento forneceram diversos exemplos bem-sucedidos de como promover elevadas taxas de crescimento e de como tirar as pessoas da pobreza sem comprometer o gerenciamento econômico sólido”. 

O ministro avaliou ainda que, em diversos países, o fortalecimento de redes sociais é a resposta-chave para os preços de alimentos e combustíveis, bem como para a crise-financeira e citou o exemplo do Bolsa-Família brasileiro.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - GMF