Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2008 > outubro > Governo apóia agricultura e exportação contra crise americana

General

Governo apóia agricultura e exportação contra crise americana

publicado: 01/10/2008 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h49

Conteúdo multimídia

01/10/2008

Governo apóia agricultura e exportação contra crise americana

 “Seja qual for o desdobramento da crise financeira dos Estados Unidos, vamos continuar trilhando o caminho do desenvolvimento e solucionando os problemas à medida que surgirem”. A declaração foi feita na tarde desta quarta-feira (01/10) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante pronunciamento a jornalistas em Brasília.

Entre os setores que estão sofrendo maior impacto com a crise estão a agricultura e as empresas exportadoras. Segundo Mantega, o Banco Central deverá manter os leilões de dólares para garantir crédito ao setor exportador e o Banco do Brasil já está antecipando recursos da ordem de R$ 5 bilhões do Plano Safra 2008/2009 para atender a agricultura. Disse ainda que o BC está estimulando os bancos a liberarem recursos para exportação.

O ministro negou que o governo esteja preparando um pacote anticrise. “Este governo se pautou por não fazer pacote. Pacote é coisa do passado”. Guido Mantega fez um relato da sua participação na reunião de Coordenação Política no Palácio do Planalto.

Ele reafirmou ao presidente Lula que acredita na aprovação, pelo Congresso americano, do socorro de US$ 700 bilhões às instituições financeiras dos Estados Unidos como forma de amenizar a crise, que, na avaliação ministro, está em seu momento mais agudo. Mantega lembrou que o Banco Central também reduziu os compulsórios para os bancos médios para garantir mais liquidez ao mercado. 

O ministro garantiu que se estas medidas não forem suficientes, o governo buscará novas alternativas. Mantega disse não concordar com avaliações pessimistas que estão sendo publicadas pela imprensa sobre o comprometimento do crescimento do país em função da crise americana. “Se ficássemos de braços cruzados, e não estamos, o Brasil cresceria, no mínimo, 2% a 2,5% somente no impulso de 2008 para 2009. É impossível, conforme eu já li na imprensa, que o país cresça de 1% a 2%”, comentou.

Mantega também reafirmou que o BNDES manterá suas linhas de investimentos e que as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão viabilizadas. Reconheceu, no entanto, que a retração de crédito pelos bancos privados pode afetar a oferta de capital de giro. “Mas é um cenário que ocorre nesse momento de estresse e ele só se manterá até o acordo no Congresso americano. Caso isso não aconteça, o governo adotará medidas para aumentar a liquidez”.

O ministro da Fazenda reforçou que o Brasil manterá a trajetória de crescimento sustentável em 2009, mas será um pouco inferior do que em 2007/2008. “Estaremos trabalhando, alterando políticas para manter o crescimento”. Guido Mantega apontou que o resultado fiscal do governo é positivo, o que garante a solidez da economia. “Estamos aumentando o superávit primário com economia de gastos. Além disso, o déficit nominal atingiu 0,58%, o menor percentual o início da série, em 1991”, declarou. 

Ele acrescentou que o governo está fazendo economia de despesas sem prejudicar os investimentos. Garantiu ainda que apesar de setembro estar sendo considerado o pior mês da crise, por sua potência, o governo brasileiro manteve intactas as reservas internacionais, hoje superiores a U$ 200 bilhões. 
Ouça a íntegra do pronunciamento.

 


Arquivo de áudio.Clique aqui para ouvir a declaração do ministro de estado da Fazenda, Guido Mantega.

Duração: 12m15s
Tamanho

: 1,40 Mb

Formato: MP3
Taxa de bits:

16 Kbps.

Acervo: Ministério da Fazenda.
Status
: Áudio sem revisão.