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Crise é grave, mas País continuará crescendo

publicado: 21/10/2008 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h49

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21/10/2008

Crise é grave, mas País continuará crescendo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (21/10), na Câmara dos Deputados, que o Brasil manterá a trajetória de crescimento sustentável da economia, apesar da gravidade da crise internacional.

Ele admitiu, no entanto, que haverá desaceleração no ritmo de crescimento – atualmente em 6% por trimestre – em razão da falta de liquidez e maior custo do crédito. Em 2008, disse Mantega, o governo manterá a expectativa de crescimento em torno de 5%. Para 2009, a previsão é de que o Brasil cresça entre 4% e 4,5%.

Em audiência na Comissão Geral no Plenário da Câmara, Guido Mantega apresentou uma retrospectiva da crise financeira internacional e as ações do governo a partir dos impactos na economia brasileira. Ele reafirmou que a crise atual é a pior desde o crash de 1929. O ministro destacou que a crise, em sua primeira fase, iniciada em agosto de 2007, com o estouro da bolha imobiliária, apenas provocou impactos pontuais no Brasil.

A partir da falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers, em setembro deste ano, houve o recrudescimento da crise. “Ela é séria, grave e vai nos dar trabalho. Mas o Brasil tem condições de enfrentá-la de forma mais tranqüila que a China, por exemplo, cujo PIB é 33% dependente das exportações; enquanto no Brasil essa dependência é de 13%”, afirmou o ministro aos parlamentares.

Ele acrescentou que o mercado interno brasileiro tem condições de absorver os impactos da crise no que se refere à queda nas exportações e lembrou as vantagens comparativas do Brasil em relação a outros emergentes no enfrentamento da escassez de crédito.

Mantega disse aos parlamentares, entre outros pontos, que os depósitos compulsórios a uma taxa de 53% exigido pelo Banco Central que poderia ser considerado uma desvantagem, transforma-se em vantagem, pois permite ao governo liberar mais ativos em momentos de crise como a atual.

Entre as ações adotadas pelo governo até o momento para reduzir os efeitos da crise no Brasil, Mantega citou a redução do compulsório de até R$ 100 bilhões – sem ônus para a União, pois será remunerado pela taxa Selic e utilizado por bancos de grande porte para a compra de bancos com carteiras menores e saudáveis ou para capital de giro -, leilões de dólares e vendas de swaps (dólar no mercado futuro).

O ministro lembrou ainda as medidas recém-anunciadas para garantir o financiamento da safra agrícola 2008/2009, como o aumento das exigibilidades bancárias e a antecipação de recursos do Banco do Brasil.

Guido Mantega reafirmou que o governo continuará adotando medidas conforme os problemas se apresentem. 

Presidente Arlindo Chinaglia recebendo Guido Mantega (Ministro da Fazenda), observado por Henrique Meirelles(Pres. Bacen) e Dep. Henrique Fontana((PT-RS, Líder do Governo), ao lado. Foto: Laycer Tomaz. Fonte: SEFOT-SECOM/Câmara
Presidente Arlindo Chinaglia recebendo Guido Mantega (Ministro da Fazenda), observado por Henrique Meirelles(Pres. Bacen) e Dep. Henrique Fontana((PT-RS, Líder do Governo), ao lado. Foto: Laycer Tomaz. Fonte: SEFOT-SECOM/Câmara
 


Arquivo de áudio.Clique aqui para ouvir a apresentação do ministro da Fazenda, Guido Mantega (Produção Rádio Câmara).

Documento em Formato PDFClique aqui para fazer o download da apresentação do ministro Guido Mantega.

Ficha técnica do arquivo de áudio

Duração
: 44m06s
Tamanho
: 5,16 Mb
Formato: MP3
Taxa de bits:
16 Kbps.
Produção: Rádio Câmara
Acervo: Ministério da Fazenda.
Status
: Áudio na íntegra, sem revisão.