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Ministro esclarece reestruturação bancária no Senado

publicado: 11/04/1996 00h00 última modificação: 07/02/2017 14h59

Notas Oficiais

 

11/04/1996


Ministro esclarece reestruturação bancária no Senado


O ministro da Fazenda, Pedro Malan, anunciou hoje (11.04) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que as negociações para a reabertura do Banco Econômico serão concluídas em algumas horas, quando será fechado o acordo pelo qual o Banco Excel incorpora o Econômico. Os bancos Mercantil de Pernambuco e Comercial de São Paulo, também sob intevenção do Banco Central, já estão com as soluções encaminhadas nos mesmos moldes do Econômico.

O ministro Pedro Malan e o presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, se colocaram à disposição dos senadores para esclarecer questões sobre as intervenções nos bancos estaduais, incorporações de bancos privados, objetivos e diretrizes do Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro (Proer) e as providências tomadas pelo Banco Central em relação às denúncias de irregularidades em instituições financeiras. "Nós temos a tranquila convicção de que estamos no caminho certo", disse o ministro.

Em seu pronunciamento inicial, o ministro reafirmou o propósito do Governo de manter o Congresso Nacional constantemente informado sobre a política econômica. Para mostrar a abertura do Governo às consultas dos parlamentares, informou que o Ministério da Fazenda recebeu, no período de 1º de janeiro de 95 a 31 de março de 96, 767 consultas de parlamentares, que resultaram em 527 requerimentos de informação. Além disso, foram concedidas 593 audiências com o Ministro da Fazenda, que atendeu 1003 parlamentares nesse período.

O ministro Malan disse ainda que o Governo criou o Proer para proteger os depositantes e garantir a saúde e a solidez do sistema financeiro, fundamental para o bom funcionamento da economia brasileira. Todas as denúncias levantadas contra instituições financeiras foram apuradas pelo Banco Central e encaminhadas ao Ministério público quando houve sinal de irregularidades. "Proteger as instituições financeiras do país é uma iniciativa que vem sendo tomada em todo o mundo, pois os reflexos de uma crise nas instituições têm impacto em todo o setor real da economia", lembrou o Ministro.

 

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