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Palácio da Fazenda recebe exposição sobre diversidade brasileira

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A primeira exposição de 2019 do projeto “Museu Convida” traz para os visitantes e servidores do Palácio da Fazenda um pouco da diversidade brasileira. Até o dia 31/01, a exposição “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”, da artista Raquel Signorelli, ficará no hall de entrada do prédio.

Carioca de família portuguesa, a artista transportou da sua última visita à Portugal a inspiração para a exposição. Segundo ela, os portugueses veem o Brasil como um lugar fascinante pela natureza ao mesmo tempo em que inseguro, que transmite medo.

Para traduzir essa visão, a artista escolheu como título da exposição o ditado secular “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”, imortalizado também em uma música de autoria de Chico Buarque e Ruy Guerra. A frase carrega consigo interpretações relacionadas à época em que o sul do mundo era colonizado pelas potências marítimas europeias e visto como uma terra livre de proibições.

Nesse contexto, as obras da mostra têm como objetivo provocar uma reflexão sobre a diversidade brasileira e os estereótipos do País criados a partir de um ponto de vista eurocêntrico. Para tal, Raquel traz representações da fauna, da flora, da escassez e do povo brasileiro, principalmente da mulher.

No último caso, a artista destaca ainda que os cenários em as mulheres são retratadas em suas obras procuram ressaltar e denunciar a objetificação e sexualização em excesso do feminino no Brasil, que ajudam a contribuir para os grandes números de casos de desrespeito e de violência contra a mulher.

Sobre a artista

Interessada por pintura desde a infância e com um ateliê em casa há 7 anos, Raquel Signorelli se dedica exclusivamente à pintura há 1 ano. Química e advogada, a artista produziu nesse período mais de 100 quadros e cerca de 90 aquarelas.

Adepta a vários estilos, para a exposição “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”, Raquel tomou como referência o impressionismo e a arte moderna, com foco para a arte Naïf brasileira. “Minhas obras retratam a diversidade do Brasil, as múltiplas faces do País; logo, têm múltiplos estilos”, afirmou.


Texto e fotos: ACS/Samf-RJ