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Brasil participa de série de seminários da OCDE sobre desafios econômicos
O Ministério da Fazenda e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico organizaram nesta segunda-feira (02/03), em Brasília, o seminário Novos Enfoques para os Desafios Econômicos. O evento faz parte de uma série de encontros ministeriais promovida pela OCDE com países não membros para refletir sobre causas e efeitos da crise econômica internacional.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou na abertura do evento que o Brasil está muito comprometido com essa agenda e espera que “a iniciativa da OCDE possa construir pontes concretas em direção a uma economia mais justa e dinâmica”. Para Levy, “esse evento pode desencadear discussões substantivas e de alto nível sobre aumento da produtividade, inovação permanente, finanças sustentáveis e investimento de longo prazo”.
Levy destacou a importância do compartilhamento de informações como uma ferramenta poderosa na aproximação de pessoas e países, gerando potencial de colaboração e inovação no desenho de políticas eficazes, capazes de contribuir para novos ciclos de aumento de produtividade e crescimento sustentável.
Joaquim Levy ressaltou o papel do Brasil em atrair poupança de longo prazo de economias mais maduras e de se inserir nas cadeias de valor globais. “Por muito tempo, o Brasil tem sido um maravilhoso mercado consumidor. Mas o Brasil também tem como ampliar sua atuação como uma plataforma de produção para outros mercados, para empresas globais e brasileiras. Essa questão se alinha muito com alguns interesses da OCDE”, ressaltou.
O diretor de Relações Globais da OCDE, Marcos Bonturi, reafirmou o objetivo principal da iniciativa de aprender lições da crise econômica internacional e de abrir o debate para países-chave, que não são membros da Organização. “Isso inclui o Brasil, mas também a China, Índia, Indonésia e África do Sul”, afirmou. Para Bonturi, “esse diálogo pode levar também a um novo patamar nas relações da OCDE com o Brasil”.
Participaram do evento representantes do Ministério da Fazenda, Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Banco Central (BC), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


