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Fortalecer fundamentos da economia é compromisso do governo para os próximos quatro anos, diz Mantega

Para ministro, resultado da eleição demonstra que a população aprova a política econômica
por publicado: 27/10/2014 16h05 última modificação: 26/05/2015 16h49

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou em pronunciamento, nesta segunda-feira (27/10), o compromisso do governo em fortalecer os fundamentos da economia brasileira para os próximos quatro anos. “É prioritário fortalecer os fundamentos fiscais para que a dívida pública continue sob controle, assim como a inflação”.

Para o ministro, o governo também está empenhado em manter a geração de emprego e para isso é preciso continuar com o estímulo ao investimento, fortalecendo as empresas brasileiras e estimulando o mercado de capitais. “Temos que manter um sistema financeiro sólido, pois é ele que financia a economia e a expansão do consumo”, acrescentou.

Em sua análise sobre a conjuntura atual, Guido Mantega reconheceu que há grandes desafios a serem vencidos para que o país possa adentrar em um novo ciclo de expansão. “Estamos trabalhando com cenários adversos, pois a economia mundial ainda não melhorou como deveria”. Ele enfatizou que o desafio de expandir a economia brasileira só será possível se governo, empresas e trabalhadores estiverem mobilizados.

O ministro se disse feliz com o resultado das eleições, pois demonstra que a população aprova a política econômica. “Uma série de estímulos já foram dados, outros estão em cursos e outros estão por vir”, ressaltou.

Sobre a reação do mercado no pós-eleição, Mantega explicou que a volatilidade não tem como causa apenas o resultado das eleições mas, principalmente, decorre de fatores externos. “Hoje todas as bolsas estão caindo devido à forte queda de commodities. A eleição e as especulações causam volatilidade também, mas, com o fim do processo, esse cenário tende a se amainar”, explicou.

Crescimento econômico

Em seu pronunciamento, Guido Mantega destacou que já se observa uma volta do otimismo na economia brasileira e que, com os recentes resultados, verifica-se que a economia voltou a crescer. “Gradualmente é verdade, mas a tendência é que essa recuperação continue no quarto trimestre”.

Ele citou alguns dados que corroboram com esse cenário: o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC /CNI) registrou crescimento de 1,3% em setembro em relação a agosto; o Índice de Confiança de Serviços (ICS/FGV) melhorou 1,2% de setembro para outubro; e o Índice de Confiança da Indústria de Transformação avançou 1,8% no mesmo período. Além disso, segundo o ministro, pesquisa Datafolha mostrou que o brasileiro está ficando mais otimista com a economia.

O ministro ainda ressaltou que o Investimento Externo Direto (IED) continua elevado. O saldo entre janeiro e setembro é de US$ 78 bilhões. “Portanto, o investidor externo, que olha para o médio e longo prazo, está otimista em relação ao Brasil”.