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Brasil está preparado para enfrentar período pós-crise, diz Mantega

Ministro destaca indicadores de solidez da economia brasileira e contesta avaliações de fragilidade do país

18/02/2014

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (18/2) que a economia mundial passa por um período “doloroso” de transição para um estágio pós-crise. Entretanto, o Brasil está preparado, pois possui fundamentos econômicos sólidos, como uma inflação sob controle e uma política fiscal consistente.

Durante sua apresentação no balanço do terceiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o ministro explicou que a retirada dos estímulos à economia dos Estados Unidos levou volatilidade aos mercados emergentes, ocasionando queda nas bolsas e desvalorização do câmbio. "Em janeiro e fevereiro, essa turbulência afetou todos os países e não apenas os emergentes”, frisou.

Mantega ainda citou que a retirada desses estímulos levou a uma mudança no fluxo de capitais. Como a taxa de juros nos EUA e em outros países desenvolvidos ficou mais alta, houve uma saída de capitais dos emergentes em direção a eles. "Porém, acredito que essa turbulência é passageira. Quando isso se acomodar, podemos ter um crescimento gradual de todas as economias".

O chefe da Fazenda foi enfático ao discordar de estudos divulgados recentemente que colocam o Brasil entre as economias mais vulneráveis. "Isso é um equívoco. Nossos parâmetros mostram que nosso país está preparado para enfrentar essa turbulência", afirmou.

Ele citou que o Brasil possui US$ 376 bilhões em reservas internacionais, a quinta maior do mundo; e a menor dívida externa em curto prazo (7,1%). Disse também que o real manteve-se estável os últimos seis meses, com valorização de 0,75%; e que o Brasil foi o quinto país que mais atraiu Investimento Externo Direto (IED), respondendo por 4,4% do total.

Pela previsão de Guido Mantega, em 2014 haverá uma recuperação da economia mundial, com crescimento gradual nos EUA e Europa. Sobre o Brasil, ele acredita que os investimentos, impulsionados pelo PAC e pelas concessões em infraestrutura, irão puxar o crescimento do Produto Interno Bruto.


 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte Assessoria de Comunicação Social - ACS

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