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Estoque da Dívida Pública cai 1,35% em julho

Número de novos investidores no Tesouro Direito foi o segundo maior da série
por publicado: 27/08/2014 17h30 última modificação: 26/05/2015 16h49

O estoque da Dívida Pública Federal  (DPF)  apresentou redução, em termos nominas, de 1,35% em julho na comparação com junho, passando de R$ 2,202 trilhões para R$ 2,173 trilhões, conforme divulgado nesta quarta-feira (27/08) pela Secretaria do Tesouro Nacional. A variação deveu-se ao resgate líquido no valor de R$ 51,53 bilhões e à apropriação positiva de juros no valor de R$ 21,75 bilhões.

As emissões da DPF corresponderam a R$ 31,34 bilhões, enquanto os resgates totalizaram R$ 82,88 bilhões, valor expressivo em função da concentração de vencimento de títulos prefixados nos meses de julho (cabeça de trimestre), explicou o coordenador-geral de Operações da Dívida, Fernando Garrido. 

Garrido observou que as emissões em julho ficaram abaixo da média dos últimos meses em função dos feriados estaduais e da Copa 2014. O campeonato também foi o responsável, segundo o coordenador, pelo menor volume de títulos negociados no mercado secundário, com reflexos no mercado primário de títulos.

Ele também destacou que as emissões, assim como o estoque e os demais indicadores da dívida, devem terminar o ano dentro das bandas previstas no Plano Anual de Financiamento (PAF).

As taxas de juros dos títulos flutuaram desde julho,  com tendência de queda. “Em leilão realizado no dia 03 de julho para LTN com vencimento em julho de 2018, a taxa foi negociada a 11,99%. Esse mesmo título foi negociado a 11,80% na semana passada”, citou Garrido.  

Tesouro Direto – O coordenador de Operações da Dívida ressatou o aumento de novos participantes no Tesouro Direto. Em julho, o programa obteve 6.333 novos investidores, o segundo maior número da série. O melhor resultado foi em janeiro de 2012, com 6.404. “Nossa avaliação é que esse grande número de investidores é consequência da atratividade do programa e do bom momento para compra de títulos públicos, em função das elevadas taxas de rentabilidade”.

A emissão de títulos  para o Tesouro Direto em julho atingiram R$ 403,3 milhões, o que eleva o volume, no  acumulado do ano, para um montante superior a R$ 3 bilhões, ante R$ 3,6 bilhões vendidos em todo ano de 2013. “Esperamos para 2014 um volume superior ao do ano passado”, disse Garrido.

DPMFi  - As emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 31,30 bilhões, dos quais R$ 17,78 bilhões (52,82%) em papéis com remuneração prefixada, R$ 6,99 bilhões (22,35%) remunerados por índices de preços e R$ 6,39 bilhões (20,43%)indexados a taxa flutuante.  

Do total de emissões da DPMFi,  R$ 28,08 bilhões, foram emitidos em leilões tradicionais e R$ 2,5 bilhões nos leilões de troca, além de R$ 403,3 milhões relativos às vendas  de títulos do Tesouro Direto e R$ 319,8 milhões às emissões diretas.

O estoque da DPMFi passou de R$ 2,111 trilhões em junho para R$ 2,081 trilhões em julho, decréscimo de 1,39%, devido principalmente ao resgate líquido de R$ 48,44 bilhões e à apropriação positiva de juros no valor de R$ 19,16 bilhões.

Com relação à DPFe, os ingressos totalizaram R$ 47,29 milhões, referentes aos desembolsos da dívida contratual. Os resgates, por sua vez, totalizaram R$ 3,245 bilhões, sendo R$ 1,042 bilhão referentes ao pagamento de principal e R$ 2,103 bilhões ao pagamento de juros, ágio e encargos.