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Caffarelli anuncia empréstimo de R$ 6,6 bi para o setor elétrico

“Risco de racionamento de energia elétrica no Brasil é zero”, afirma secretário.
por publicado: 07/08/2014 18h55 última modificação: 26/05/2015 16h49

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, anunciou hoje (7),  uma nova operação de crédito envolvendo um consórcio de bancos públicos e privados para o setor elétrico no valor de R$ 6,6 bilhões. Desse valor, “R$ 3,6 bi virão de sete bancos, e outros R$ 3 bi, do BNDES – o banco de desenvolvimento demonstrou interesse em participar da operação”.

Os  bancos com participação confirmada são BB, CEF, Bradesco, Itaú, Santander, BTG/Pactual e Citibank. A participação de cada um será proporcional à primeira operação anunciada no primeiro semestre. Segundo Caffarelli, “esses valores são suficientes dentro da equação do setor elétrico para a normalidade da questão”.

O secretário explicou que mais seis bancos estão levando o assunto às suas instâncias decisórias com a perspectiva de participarem da operação. Desses, três participaram da primeira tranche liberada em abril e outras três instituições demonstraram interesse em entrar agora. O crédito da operação deve ocorrer na próxima sexta-feira (15).

O secretário enfatizou que “é uma operação de mercado com as mesmas garantias da primeira operação. A remuneração do empréstimo será de CDI + 2,35% a.a.”. Questionado sobre o custo ser superior ao da primeira operação, fixado em CDI+1,9% a.a, Caffarelli explicou que “como é uma operação subordinada a uma operação anterior, normalmente os custos tendem a ser maiores que os da primeira”.

O secretário-executivo descartou novas operações dessa natureza neste ano. “Não teremos mais operação de crédito em 2014 e não há previsão de nenhuma operação de crédito para o setor elétrico em 2015”. A carência dessa operação também é igual à primeira (outubro/2015), e os pagamentos acontecem de Novembro/2015 a Novembro/2017. Ele salientou que ainda não é possível estimar impacto nos preços da energia porque isso depende de diversos fatores além do empréstimo, como o regime de chuvas, a entrada de 5 mil megawatts no sistema em 2015, entre outros. Caffarelli também disse que o risco de racionamento de energia é zero.