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Dívida líquida ficará abaixo de 34% do PIB em 2014, destaca Mantega

Indicador está previsto no projeto de lei orçamentário encaminhado hoje ao Congresso Nacional

29/08/2013

Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, apresentaram nesta quinta-feira (29) o projeto de lei orçamentária de 2014 que prevê um orçamento total de R$ 2,36 trilhões. O ministro Mantega definiu a peça orçamentária como realista e conservadora. “O orçamento é conservador do ponto de vista de receitas, de arrecadação, em particular em relação à previsão de dividendos e royalties, ou seja, poderão até ser maiores essas receitas e, com isso, seremos surpreendidos positivamente”, explicou o ministro. O projeto de lei orçamentária foi entregue pela manhã ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros.

As principais e maiores despesas do governo federal, frisou o ministro da Fazenda, estão e continuarão sob controle e algumas delas estão sendo previstas para se manterem em queda no ano de 2014. Além disso, outro indicador projetado para se manter em queda é a relação dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) do País, já que a previsão é que esse dado fique em 33,9% no ano que vem contra 34,8% estimados para o final deste ano.

EM QUEDA

As contas da Previdência Social, por exemplo, têm um déficit projetado para o ano que vem equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), o que prossegue a trajetória de queda desde 2007 quando essa equivalência esteve em 1,7% do PIB. “As contas da previdência estão sob controle porque as receitas estão crescendo em ritmo mais forte do que o aumento de despesas com os benefícios”, destacou.

Outras duas grandes despesas são os gastos com pagamento de juros da dívida pública, que na sua relação com o PIB estão caindo – em 2014, a previsão é que essa relação seja de 4,5% contra 4,7% em 2013 - e a folha de pessoal do setor público federal cujas despesas em relação ao PIB deverão se manter nos 4,2% no ano que vem, mesmo patamar verificado em 2013. “Essas que são as três maiores despesas do governo federal estão sob controle ou caindo, o que mostra a qualidade da gestão das despesas”, comentou o ministro.

DÍVIDA LÍQUIDA

O projeto de orçamento para 2014 também prevê a continuidade no ritmo de queda da relação da dívida pública do setor público como um todo (que inclui a área federal, os estados, municípios e as empresas estatais) em relação ao PIB. “Estamos continuando a trajetória de ter uma dívida pública sustentável”, afirmou o ministro Guido Mantega, ao apresentar a projeção de que em 2014 a relação dívida líquida X PIB será de 33,9% enquanto em 2013 estima-se 34,8%. Em 2002, essa relação já foi de 60,4% e vem caindo consistentemente ao longo dos anos.

As projeções para as receitas e despesas de 2014 foram elaboradas como base em alguns parâmetros econômicos, tais como uma previsão de crescimento de 4% do PIB, um valor de salário mínimo de R$ 722,9 para o ano que vem e uma inflação medida pelo IPCA em 5%. O ministro da Fazenda alertou para o fato de que em janeiro do ano que vem os números do orçamento deverão ser revistos porque o cenário econômico externo, por exemplo, está passando por mudanças no momento. “Esse é um momento difícil para fazer previsões definitivas e certamente faremos revisões”, afirmou o ministro. Ele lembrou, no entanto, que já há indicações de melhoria nas economias dos Estados Unidos e da Europa, o que pode ajudar na recuperação econômica mundial e refletir positivamente nas receitas federais.

Leia mais: Governo estima investimentos em 2014 de R$ 186,6 bilhões

Foto: Renato Costa ACS-GMF

LISTA DE REPRODUÇÃO

Fonte Assessoria de Comunicação Social - GMF

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