PROTOCOLO ICMS 24, DE 18 DE MARÇO DE 2008
Altera o Protocolo ICMS 10/07, que estabelece obrigatoriedade da
utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para os setores de fabricação de
cigarros e distribuição de combustíveis líquidos.
Os Estados de Acre, Alagoas, Amapá,
Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa
Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins e o Distrito Federal, neste ato representados pelos
respectivos Secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação, considerando o
disposto nos Arts. 102 e 199 do Código Tributário Nacional - Lei nº 5.172, de
25 de outubro de 1966, e no § 2º da cláusula primeira do Ajuste SINIEF 07/05,
de 30 de setembro de 2005, resolvem celebrar o seguinte
P R O T O C
O L O
Cláusula primeira A cláusula primeira do Protocolo
ICMS 10/07,
de 18 de abril de 2007, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Cláusula primeira Acordam os Estados e
o Distrito Federal em estabelecer a obrigatoriedade de utilização da Nota
Fiscal Eletrônica (NF-e) prevista no Ajuste SINIEF 07/05, de 30 de setembro de
2005, em substituição a Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, para os contribuintes:
I -
fabricantes de cigarros;
II -
distribuidores ou atacadistas de cigarros;
III -
produtores, formuladores e importadores de combustíveis líquidos, assim
definidos e autorizados por órgão federal competente;
IV -
distribuidores de combustíveis líquidos, assim definidos e autorizados por
órgão federal competente;
V -
transportadores e revendedores retalhistas - TRR, assim definidos e autorizados
por órgão federal competente;
VI -
fabricantes de automóveis, camionetes, utilitários, caminhões, ônibus e
motocicletas;
VII -
fabricantes de cimento;
VIII -
fabricantes, distribuidores e comerciante atacadista de medicamentos alopáticos
para uso humano;
IX -
frigoríficos e atacadistas que promoverem as saídas de carnes frescas,
refrigeradas ou congeladas das espécies bovinas, suínas, bufalinas e avícola;
X -
fabricantes de bebidas alcoólicas inclusive cervejas e chopes;
XI -
fabricantes de refrigerantes;
XII - agentes
que, no Ambiente de Contratação Livre (ACL), vendam energia elétrica a
consumidor final;
XIII -
fabricantes de semi-acabados, laminados planos ou longos, relaminados,
trefilados e perfilados de aço;
XIV -
fabricantes de ferro-gusa.
§ 1º A
obrigatoriedade se aplica a todas as operações efetuadas em todos os
estabelecimentos dos contribuintes referidos nesta cláusula, que estejam
localizados nos Estados signatários deste protocolo, ficando vedada a emissão
de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, salvo nas hipóteses previstas neste protocolo.
§ 2º A
obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal Eletrônica - NF-e, modelo 55, em
substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, prevista no caput não se aplica:
I - ao
estabelecimento do contribuinte que não pratique, nem tenha praticado as
atividades previstas no caput há pelo
menos 12 (doze) meses, ainda que a atividade seja realizada em outros
estabelecimentos do mesmo titular;
II - na hipótese dos incisos I, II e V do caput, às operações realizadas fora do estabelecimento, relativas
às saídas de mercadorias remetidas sem destinatário certo, desde que os
documentos fiscais relativos à remessa e ao retorno sejam NF-e;
III - na
hipótese do inciso II do caput, às
operações praticadas por contribuinte que tenha como atividade preponderante o
comércio atacadista, desde que o valor das operações com cigarros não tenha
ultrapassado 5% (cinco por cento) do valor total das saídas do exercício
anterior;
IV - na
hipótese do inciso X do caput, ao
fabricante de aguardente (cachaça) e vinho que tenha auferido receita bruta, no
exercício anterior, inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais).
§ 3º A
obrigatoriedade de que trata o caput
aplica-se:
I - a partir
de 1º de abril de 2008, relativamente aos incisos I a V, nas operações de
vendas internas e interestaduais, excluídas as vendas com gasolina de aviação
(GAV) e querosene de aviação (QAV);
II - a partir de
1º de junho de 2008, relativamente aos incisos I a V, para as demais operações,
inclusive as vendas com gasolina de aviação (GAV) e querosene de aviação (QAV);
III - a
partir de 1º de setembro de 2008, relativamente aos incisos VI a XIV.”.
Cláusula segunda Este protocolo entra em vigor na
data de sua publicação no Diário Oficial da União.